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Agenda de Fóruns Temáticos 2012

Reproduzimos abaixo o primeiro comunicado da coordenadora do Comitê da Cultura de Paz, Profa. Lia Diskin.

Mui prezados parceiros na Cultura de Paz,

Iniciamos com esta mensagem a interlocução do 13º ano de atividades do Comitê da Cultura de Pazinformando a grade dos Fóruns Temáticos ao longo de 2012.

Cooperação e confiança mútua nos permitiram, mais uma vez, contar com as dependências do Grande Auditório do MASP – Museu de Arte de São Paulo, a quem agradecemos em nome de todos os frequentadores do Comitê, lembrando que a entrada é franca.

Outrossim, a parceria institucional UNESCO/Palas Athena vê-se agraciada com o patrocínio de uma colaboradora que proporcionará, pelo segundo ano consecutivo, os recursos financeiros necessários ao aluguel de data show e captação/registro de som, manutenção do site e do blog, além de impressão dos programas mensais para divulgação.

A sinergia das vocações de voluntários e entidades possibilitou, ao longo destes anos, a proliferação de iniciativas altamente promissoras em torno da Cultura de Paz – desde programas acadêmicos em caráter de graduação e pós-graduação, até projetos permanentes em unidades da Fundação Casa. Nesse horizonte de possibilidades e oportunidades que se retroalimentam a cada encontro dos Fóruns Temáticos, convidamos a reservar suas agendas para avançarmos juntos em solidariedade e responsabilidade, em reflexão e acolhimento,

Sejam bem-vindos!

Lia Diskin
p/ Comitê de Cultura de Paz
Parceria UNESCO/Palas Athena


Fóruns Temáticos 2012
Às terças-feiras, 19 horas, no MASP
Entrada Franca

  94º Fórum
  13 de março
  95º Fórum
  10 de abril
  96º Fórum
    8 de maio
  97º Fórum
  19 de junho
  98º Fórum
  14 de agosto
  99º Fórum
  11 de setembro
100º Fórum
    9 de outubro
101º Fórum
  13 de novembro

Campanha "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero"

Conheça a íntegra do anúncio da campanha, realizada entre os dias 25 de novembro [Dia Internacional contra a Violência contra as Mulheres] e 10 de dezembro [Dia Internacional dos Direitos Humanos], com o tema Da Paz no Lar à Paz no Mundo: Vamos Desafiar o Militarismo e Acabar com a Violência Contra as Mulheres!

Fonte: Centro para a Liderança Global das Mulheres

Para explorar algumas das estruturas sociais mais profundas que promovem e perpetuam a violência contra mulheres e meninas, no ano passado, o Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) lançou um tema de campanha de vários anos sobre as intersecções entre o militarismo e a violência contra as mulheres. Embora existam muitas maneiras diferentes para definir o militarismo, a definição com a qual trabalhamos caracteriza o militarismo como uma ideologia que cria uma cultura de medo e apóia o uso de violência, agressão ou intervenções militares para a resolução de litígios e a imposição de interesses econômicos e políticos. O militarismo também privilegia certas formas de masculinidade violenta, que muitas vezes tem consequências graves para a verdadeira segurança e proteção das mulheres, dos homens que não se conformam com esses papéis, e da sociedade como um todo. Eventos mundiais atuais - incluindo intervenções militares, feminicídios, ataques a civis que participam de mudanças políticas, conflitos em curso etc - exemplificam as várias formas em que o militarismo influencia como vemos os nossos vizinhos, nossas famílias, nossa vida pública, e outras pessoas no mundo.

Maridos buscam ajuda de ONG para deixar de bater nas mulheres

Por Laila Garroni
Portal Terra, 07/11/2011

A atenção voltada à temática da violência doméstica e o seu combate tem se intensificado desde a criação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006. Mas enquanto as mulheres são o foco principal das políticas públicas, há quem trabalhe na outra ponta do problema: os homens que as agridem. Um exemplo é o Instituto Noos, no Rio de Janeiro, que desde 1999 atendeu cerca de 300 homens que procuraram, espontaneamente, ajuda para pararem de bater em suas mulheres.

Segundo o secretário-executivo do instituto, Carlos Zuma, o principal foco de atenção quando se fala em violência doméstica é a vítima, que majoritariamente é a mulher. Mas "de alguns anos para cá" houve uma mudança cultural e "se pensou também em dar algum tipo de atenção aos homens". "Aos homens que, geralmente, são os que cometem violência, a questão era só de responsabilizar pelo ato de violência, ou seja, de punir de alguma maneira", disse.

1º Congresso Educação e Soberania Alimentar

Barcelona sediou o primeiro congresso que tratou os conceitos de Educação e Soberania Alimentar de forma relacionada, entre os dias 13 e 15 de outubro de 2011, organizado pela ONG Educação sem Fronteiras. Foram 225 inscritos de oito países, especialmente da América Latina, que levaram uma série de propostas dirigidas a melhorar as políticas públicas e considerar a produção de alimentos um direito - e não uma mercadoria - para incluir a agroecologia no currículo escolar da Espanha.

A vinculação entre educação e soberania alimentar desencadeou o levantamento de desafios educacionais levantados pela soberania alimentar na sociedade atual, assim como sugerir alternativas a alguns dos problemas sócio-educativos enfrentados hoje.

D. Aracy, o anjo de Hamburgo

A companheira de João Guimarães Rosa no período mais criativo de sua vida foi também responsável pela salvação de centenas de vidas judaicas durante a 2ª Guerra Mundial. Este artigo foi escrito por René Daniel Decol, para a Revista 18.

Para conhecer mais um pouco Aracy de Carvalho, que trabalhava no Consulado do Brasil em Hamburgo, Alemanha, e foi responsável pela emissão de vistos vitais para centenas de pessoas, veja também o artigo Passaportes para a sobrevivência, do Estado de S. Paulo, em 03/09/2011.

3ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres

Entre os dias 12 e 14 de dezembro de 2011 acontecerá a 3ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres. Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, ligada à Presidência da República, o objetivo é discutir e elaborar políticas públicas voltadas à construção da igualdade, com a perspectiva de fortalecer a autonomia econômica, cultural e política das mulheres e contribuir para a erradicação da extrema pobreza e para o exercício da cidadania das mulheres no Brasil.

Neste momento, já estão acontecendo as conferências estaduais, que irão até o dia 31 de outubro. Os princípios orientadores das conferências são: igualdade e respeito à diversidade; equidade; autonomia das mulheres; laicidade do Estado; universalidade das políticas; justiça social; transparência dos atos públicos; e participação e controle social. Para outras informações, clique aqui.

Rede de mulheres liberianas

O texto a seguir foi produzido pela Profa. Lia Diskin para a cartilha Cultura de Paz - Redes de Convivência, editada pelo SENAC São Paulo, e ajuda a conhecer melhor uma das ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz 2011, Leymah Gbowee. O download gratuito da íntegra da cartilha pode ser feito clicando aqui.

Foto: Pewee Flomoku
Um outro exemplo do poder transformador que pode ter um pequeno grupo de pessoas mobilizadas por uma causa comum e dispostas a encontrar caminhos criativos para alcançar seus propósitos - mesmo que de início pareçam improváveis - aconteceu na Libéria, país da África Ocidental que durante décadas foi dilacerado por lutas entre facções e guerras civis.

Foi nesse cenário que cresceu e viveu Leymah Gbowee que, a partir de um sonho, conclamou as mulheres de sua igreja, a luterana, a se unirem para protestar e acabar com a luta fratricida que já havia consumido 200 mil vidas e deixado mais de um milhão de refugiados. As adesões começaram a alimentar suas esperanças. Então foi ao encontro das mulheres muçulmanas e, juntas, criaram em 2002 a Ação em Massa das Mulheres Liberianas pela Paz. Vestindo camisetas brancas com mensagens de paz, saias e turbantes brancos, sem joias, sem penteados, iam às igrejas, mesquitas, ruas, mercados, e sentavam-se dias a fio - sob sol e chuva - em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em frente à casa do então presidente da Libéria, "armadas" apenas com seus cartazes, petições, abaixo-assinados e as mensagens de suas camisetas. Sem parar, elas cantavam - cantavam pela dignidade e o futuro de suas crianças. Faziam comida e distribuíam aos refugiados de seu próprio país, convidando as mulheres a tomarem para si a tarefa da paz.

Leymah Gbowee desafiou até os negociadores do escritório da ONU, exigindo estabelecer com eles uma parceria, ciente de que não conheciam a realidade e a cultura locais. Quando as tropas rebeldes chegaram à capital e os partidos políticos negociavam em Gana, ela organizou com as mulheres um cerco ao edifício onde deliberavam os líderes, para impedir que saísse ou entrasse qualquer um antes de chegarem a um acordo de paz. Um guarda veio prender Leymah e ela desatou o turbante ameaçando despir a roupa, o que na Libéria equivale a uma maldição. O guarda voltou atrás. Os líderes foram forçados a chegar a um acordo, e formou-se um governo de transição.

Em 2005, com mais de 60% dos votos, Ellen Johnson-Sirleaf tornou-se a primeira mulher a ser eleita presidente em toda a Áfriica e, obviamente, na Libéria. Leymah Gbowee é hoje Diretora Executiva do Women Peace and Security Nettwork for Africa, e consultora da presidente para assuntos de reconstrução democrática do seu país.

Moral da história: contrariando o senso comum, às vezes uma andorinha faz verão!

Veja também uma entrevista exclusiva com Leymah Gbowee, em inglês, feita pelo jornal Huffington Post e publicada em 10/08/2011.

Homens e mulheres têm mais em comum do que parece

Pesquisa mostra que diferenças comportamentais entre os gêneros são menos marcantes do que os falsos estereótipos nos fazem pensar


Um estudo sobre gênero, desenvolvido pela professora de psicologia Janet Shibley Hyde, da Universidade de Wisconsin, em Madison, revela que as diferenças entre homens e mulheres talvez não sejam tão marcantes como muitos pesquisadores acreditam . Para chegar a essa conclusão, Hyde realizou a revisão dos 46 estudos sobre o gênero mais importante dos últimos 20 anos.

“Claro que há diferenças emocionais e cognitivas entre os sexos. Os homens, de fato, são mais agressivos fisicamente”, observa. Já os problemas de autoestima na adolescência, geralmente associados ao comportamento feminino, afetam igualmente os rapazes. Mas para a psicóloga, o estudo mostra que tendemos a nos concentrar mais nas diferenças do que nas similaridades e exageramos qualquer descoberta científica que aponte os pequenos contrastes.

“Se aceitamos que os homens não se comunicam bem, quais as implicações disso para o casamento? Por que uma mulher tentaria conversar com o marido para resolverem seus problemas se ele fosse incapaz de compreendê-la?”, questiona. “Se temos certeza de que os meninos são melhores em matemática, ignoramos o talento matemático de muitas meninas.” Isso implica limitação das oportunidades profissionais das mulheres em áreas tecnológicas e científicas. “Em vez de continuarmos a acreditar em psicólogos de programas de auditório, precisamos dar ouvidos a dados científicos que nos dizem quando estamos nos aferrando a falsos estereótipos”, sugere Hyde.

09/08: Nascimentos humanizados - promovendo a paz e a não-violência

A Dra. Daphne Rattner, médica epidemiologista, professora da UnB - Departamento de Saúde Coletiva, diretora da International MotherBaby Childbirth Organization – IMBCO e coordenadora executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa, será a palestrante do 90º fórum do Comitê da Cultura de Paz, dia 9 de agosto, terça-feira, às 19h, no Grande Auditório do MASP.

Com entrada franca, a Dra. Daphne Rattner irá compartilhar informações e ações em torno do forte movimento nacional e internacional que propõe a humanização da atenção a nascimentos e partos como uma resposta à mecanização na organização do trabalho e à violência institucional.

Veja a íntegra do programa no site do Comitê.

As mulheres como sujeito coletivo de construção de paz

Neste artigo, a Dra. Carmen Magallon estuda a contribuição das mulheres para a paz como a identificação de um dos sexos como ator político particular em favor de uma causa que é de interesse universal. As mulheres são mais pacíficas do que os homens? Pode-se dizer que elas não são responsáveis pelas guerras e pelas formas de violência que marcaram o devenir da humanidade? As mulheres podem contribuir, de maneira específica, para a construção da paz?

Estas e outras questões perfilam um vivo debate suscitado em muitos momentos da História, que ainda persiste. O artigo, em espanhol, analisa a forte associação simbólica entre mulher e paz, as iniciativas de mulheres pela paz na História recente, as mulheres organizadas para trabalhar pela paz e mulheres e negociações de paz.

A Dra. Carmen Magallon é doutora em física e filosofia, catedrática da Fundação Seminário de Pesquisa para a Paz de Saragoza, Espanha (SIP), professora associada da Universidade de Saragoza e vice-presidente da Associação Espanhola de Pesquisa para a Paz (AIPAZ). O artigo foi publicado em Cuadernos Bakeaz 61.