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CICV alerta sobre o impacto destrutivo da contaminação por armas


13-06-2012 Comunicado de imprensa 12/117

Durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada no Rio de Janeiro, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alerta sobre o impacto destrutivo que a contaminação por armas causa no desenvolvimento sustentável.

As munições não detonadas e o armamento abandonado matam e ferem a população no campo e na cidade, acarretando graves consequências para o desenvolvimento econômico e social da zona afetada. Além dos danos físicos e psicológicos às pessoas, a contaminação por armas também degrada o meio ambiente, contamina o solo e a água, destroi a fauna e a flora, entre outros efeitos negativos. O problema afeta mais de 40% dos países onde o CICV realiza atividades.

Contaminação por armas: devastação do meio ambiente e sofrimento da população” [folheto disponível para download] é a temática do estande do CICV no Parque dos Atletas. No período de 13 a 24 de junho, haverá uma exposição fotográfica, materiais impressos e vídeos para o público em geral e para os participantes da Rio+20. O CICV também apresentará a questão durante a Terceira Reunião do Comitê Preparatório da Conferência (Prepcom III), no dia 14 de junho, às 13h30, na sala T-5, no Centro de Convenções do Riocentro, no evento paralelo: “O impacto negativo da contaminação por armas no desenvolvimento sustentável”.

Políticas de segurança pública eficazes e respeito aos direitos humanos

A cada três meses, o Instituto Sou da Paz irá analisar os dados divulgados trimestralmente pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo sobre ocorrências de crimes (que também são divulgadas mês a mês), atividade das polícias e dados que ajudam a dimensionar a letalidade dos policiais. A análise também terá por objetivo alguns aspectos da política de segurança pública do Estado.

"Realizaremos esse trabalho a cada três meses, sempre procurando contribuir para um debate mais aprofundado sobre o que devem ser políticas de segurança pública eficazes e alinhadas com o respeito aos direitos humanos", afirma o Instituto.

No dia 25 de abril, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou as estatísticas referentes ao 1º trimestre de 2012. Confira abaixo as análises dos dados direto no site do Sou da Paz:

Os cuidados na análise de dados

O que os dados revelam sobre crimes e violência na capital e no Estado?

Atividade policial: as polícias estão realizando um bom trabalho?

Letalidade policial: a polícia está matando mais

A redução dos orçamentos militares exige pressão internacional, diz D. Irineu Rezende

UN Photo/Martine Perret

O Dia Mundial de Ação contra os Gastos Militares, 17 de abril, foi celebrado por vários grupos ao redor do planeta. No Brasil, Dom Irineu Rezende Guimarães - que deu início à cadeira de Educação para a Paz no Rio Grande do Sul 20 anos atrás - preparou um texto elucidativo sobre a importância do desarmamento, apontando o custo social do investimento em armas. Veja a íntegra abaixo.


"O Presidente dos Estados Unidos, prêmio Nobel da paz 2009, chamou a atenção do mundo inteiro ao anunciar, no dia 5 de janeiro de 2012, a retirada dos exércitos americanos do Iraque e a redução do orçamento militar do seu país, com um corte de 450 bilhões de dólares para os próximos dez anos.

Na verdade, a redução dos gastos militares tem sido um grande clamor mundial diante do crescimento deste índice. Este ano, o dia 17 de abril foi escolhido como “Dia Mundial de Ação Contra Gastos Militares”. Assim convido a vocês a rezar pela redução dos orçamentos militares, para que se concretize a profecia de Isaías, “as espadas serão transformadas em arados e as lanças em foices” (Is 2,4).

Segundo os dados do SIPRI, Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisas de Paz, em 2010, os orçamentos militares e despesas com armamentos foram de cerca U$ 1.681.000.000.000,00! Em números absolutos, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar, com despesas de 1,464 bilhões de dólares anuais, correspondendo a 41,5% do orçamento mundial. Segue a China, com 84,9 bilhões de dólares e 5,8% das despesas mundiais. Em terceiro lugar, a França com 65,7 bilhões de dólares e 4,5% das despesas do mundo. Em quarto lugar, o Reino Unido (65,3 bilhões e 4,5%); em quinto, a Rússia (58,6 bilhões e 4%). O Brasil ocupa a 13ª posição, com despesas anuais de 25,3 bilhões de dólares e 2% dos gastos mundiais.

5% dos gastos militares de 66 países financiariam ODM

18/04/2012
Angela Kane: "a paz está subfinanciada".
ONU Brasil
Foto: ONU/Paulo Filgueiras

A Representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, afirmou na terça-feira (17/04) que 5% dos 1,22 trilhão de dólares referentes às despesas militares de 66 países membros da ONU em 2010 são suficientes para financiar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nos países pobres. “O mundo está super-armado e a paz, subfinanciada”, disse ela.

Em mensagem para o Dia Mundial da Ação contra os Gastos Militares, Kane afirmou que as altas despesas em programas de defesa poderiam ser revertidas para projetos de educação, saneamento, saúde, erradicação da pobreza e mudanças climáticas.

A Representante da ONU para Desarmamento disse também que os países precisam reavaliar suas necessidades de defesa e aumentar a confiança na segurança global.

“Maior gasto militar em um país muitas vezes resulta em aumento da sensação de insegurança em outros países, criando assim um ciclo vicioso de corrida armamentista que mina a segurança regional e internacional.”

Angela Kane pediu ainda que todos os Estados-Membros reportem suas despesas militares para o Escritório do Secretário-Geral através do Relatório da ONU sobre Defesas Militares.

Campanha "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero"

Conheça a íntegra do anúncio da campanha, realizada entre os dias 25 de novembro [Dia Internacional contra a Violência contra as Mulheres] e 10 de dezembro [Dia Internacional dos Direitos Humanos], com o tema Da Paz no Lar à Paz no Mundo: Vamos Desafiar o Militarismo e Acabar com a Violência Contra as Mulheres!

Fonte: Centro para a Liderança Global das Mulheres

Para explorar algumas das estruturas sociais mais profundas que promovem e perpetuam a violência contra mulheres e meninas, no ano passado, o Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) lançou um tema de campanha de vários anos sobre as intersecções entre o militarismo e a violência contra as mulheres. Embora existam muitas maneiras diferentes para definir o militarismo, a definição com a qual trabalhamos caracteriza o militarismo como uma ideologia que cria uma cultura de medo e apóia o uso de violência, agressão ou intervenções militares para a resolução de litígios e a imposição de interesses econômicos e políticos. O militarismo também privilegia certas formas de masculinidade violenta, que muitas vezes tem consequências graves para a verdadeira segurança e proteção das mulheres, dos homens que não se conformam com esses papéis, e da sociedade como um todo. Eventos mundiais atuais - incluindo intervenções militares, feminicídios, ataques a civis que participam de mudanças políticas, conflitos em curso etc - exemplificam as várias formas em que o militarismo influencia como vemos os nossos vizinhos, nossas famílias, nossa vida pública, e outras pessoas no mundo.

A World Free of All Nuclear Weapons


By Sasha Henriques, IAEA - International Atomic Energy Agency

Yukiya Amano, diretor geral da Agência
Internacional de Energia Atômica
"I believe with all my heart and soul that nuclear weapons must be eliminated," IAEA Director General Yukiya Amano said during an address to the 23rd UN Conferences on Disarmament Issues, which is underway in Japan.

He highlighted the key role that the IAEA can play in this effort and reiterated his personal commitment to "work for a world free of all nuclear weapons"; a commitment which was made last year during the Nagasaki Peace Ceremony marking the 65th anniversary of the dropping of the atomic bombs on Japan. He noted that establishment of a nuclear-weapon-free zone in the Middle East remains under consideration. And that he hopes there will be a forum on the matter this year.

Campanha contra a venda de armas de brinquedo em Londrina

A experiência do Movimento pela Paz e Não-Violência em Londrina está em seu 11° ano de trabalho. Inspirada na proposta da ONU/UNESCO de que a década 2000-2010 fosse a década para superação da violência para as crianças do mundo e para Construção de uma Cultura de Paz, o município cria uma Lei Municipal 8.437 que institui a celebração das "Semanas da Paz".

Foram dez anos de trabalho e ações que colaboraram para um modelo municipal de atuação neste tema. A organização não-governamental Londrina Pazeando teve um papel pró-ativo neste processo, criando e inovando em diversas ações que fizeram os Londrinsenes e as pessoas das cidades vizinhas, refletirem sobre a importância de se trabalhar por uma Cultura de Paz.

Conheça todo o histórico do movimento Londrina Pazeando. Clique aqui.