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Diálogos em torno do "perigo da história única": 13/11, 19h, no Masp

O 101º fórum do Comitê se insere nas comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra e celebra a resolução das Nações Unidas que dá início à Década Internacional dos Povos Afrodescendentes, 2013-2022.

O convite é aberto e a entrada é franca, sem a necessidade de inscrição prévia. Para ver o programa completo e conhecer a íntegra da resolução da ONU, clique aqui.

Abaixo, o informe da Profa. Lia Diskin, coordenadora do Comitê, a todos os parceiros.

Estimados parceiros da Cultura de Paz,
Há situações, dinâmicas sociais, realidades, sobre as quais acreditamos que as leis, as normas e os pactos estabelecidos já são suficientes para dar conta das mesmas. A discriminação, os preconceitos que excluem e segregam, as intolerâncias desqualificadoras de identidades e visões de mundo estão entre elas. Via de regra, as reflexões sobre tais questões ficam polarizadas entre o revanchismo e o conformismo – o que não ajuda para transformar comportamentos e procedimentos que perpetuam desigualdades na distribuição de direitos e oportunidades.
Com o objetivo de “ver o que não vemos”, este 101º Fórum adere às comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra e celebra a resolução da ONU em promover a Década Internacional dos Povos Afrodescendentes (2013-2022).
Diálogos em torno “da história única”, título do nosso Fórum, terá a participação de José Adão de Oliveira, Nanci Oliveira, Oswaldo Faustino e Wagner Celestino, com mediação de Lourdes Alves de Souza. Terça-feira, 13 de novembro às 19 horas no Grande Auditório do MASP. A entrada, como sempre, é franca.
Encontro de múltiplas vozes e, esperamos, de múltiplas histórias, para o qual agradecemos estenda o convite a seus colegas, amigos, familiares e a todos aqueles que possam somar visão sobre uma realidade que atinge a todos nós. O detalhamento do programa segue abaixo.
Na renovação dos propósitos,
Lia Diskin

Carta do I Encontro Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadores Negros em Saúde da População Negra


As iniqüidades em saúde vivenciadas pela população negra brasileira, resultantes das desigualdades históricas do país, impactam diretamente nas condições de vida dessas pessoas que, além de morrerem mais jovens, apresentam maiores taxas de mortalidade por causas evitáveis e maiores frequências de doenças crônicas e infecciosas. Para aprofundar as discussões sobre as pesquisas no campo da saúde da população negra e debater a implementação das políticas de saúde voltadas para negras e negros a Associação Brasileira de Pesquisadores (as) Negros (as) – ABPN; reunidos no VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE) realizamos o I Encontro de Pesquisadoras e Pesquisadores em Saúde da População Negra nos dias 15 e 16 de julho na Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), em Florianópolis-SC.

Considerando os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no Plano de Ação da III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (Durban, 2001) reafirmados na Conferência de Revisão de Durban (Genebra, 2009) e na Reunião de Alto Nível da Assembléia Geral das Nações Unidas no 10º Aniversário da Declaração e Programa de Ação de Durban (Genebra, 2010).

Indicadores de qualidade nas emissoras públicas: uma avaliação contemporânea


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançaram esta semana a publicação “Indicadores de qualidade nas emissoras públicas: uma avaliação contemporânea” [clique no link para download], de autoria de Eugênio Bucci, Marco Chiaretti e Ana Maria Fiorini.

A obra faz parte da Série Debates da UNESCO no Brasil e analisa mais de uma centena de indicadores sobre o trabalho desempenhado pelas emissoras públicas de radiodifusão. O texto está inserido em um conjunto de iniciativas coordenadas pela Representação da UNESCO no Brasil para oferecer à sociedade elementos concretos para uma discussão cada vez mais ampla e plural sobre os pilares de um sistema midiático desenvolvido.

Para a UNESCO, a radiodifusão de serviço público é um componente vital de um sistema midiático efetivamente plural, livre e independente. Um aparato robusto de radiodifusão pública, em linha com as melhores práticas internacionais, constitui-se em elemento complementar aos atores privados e comunitários que configuram os ecossistemas midiáticos, o que é da mais alta relevância para a democracia.

Para acompanhar a Rio+20

A partir de hoje o mundo acompanhará atento os debates e trabalhos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Veículos e jornalistas de várias partes do planeta já estão na cidade do Rio de Janeiro, e as informações serão veiculadas naturalmente de acordo com os interesses e visões de mundo de cada órgão.

Consideramos relevante a observação a partir de vários pontos de vista, para que nossas próprias reflexões sejam o mais claras possível. Assim, preparamos uma seleção de links de portais que estão se dedicando a esta cobertura, seja participando da Conferência e/ou acompanhando seu desenrolar. A partir destes links, certamente será possível chegar a outros e esclarecer dúvidas.

Por gentileza, repasse a todos que possam se beneficiar.

Blog da ONU Brasil: http://www.onu.org.br/rio20/

Blog da ONU, em inglês: http://www.uncsd2012.org/

UNESCO Brasil Rio+20: http://www.unesco.org/new/pt/rioplus20/

Seminário gratuito: Culturas de Paz - O que a história não revela

Quinta-feira, 14 de junho, das 9h às 11h30, na sede da Palas Athena: Alameda Lorena 355, Jardim Paulista – São Paulo, SP.

Seminário gratuito a cargo do Prof. Dr. Azril Bacal, peruano, pesquisador e consultor internacional nas áreas de desenvolvimento humano, transformação e resolução de conflitos sociais e interpessoais, entre outros.

Neste seminário teremos oportunidade de conhecer o pensamento da destacada socióloga Elise Boulding – pioneira nas pesquisas da sociedade civil, sua auto-organização, mobilidade e relação com o poder estatal. 

Ela afirma: “Um dos maiores obstáculos à construção da paz através dos métodos que existem em todas as sociedades é a tensão entre os 188 estados do sistema internacional e os 10.000 grupos identitários formados pelas diversas etnias, línguas, ou religiões que se encontram dentro das fronteiras daqueles estados. (...) A criação recente de novas identidades míticas, sem fundamento histórico, indica que esses grupos identitários têm funções importantes e servem para sustentar a ordem social. (...) Os buracos na rede de cuidado governamental são grandes demais e por eles passam os grupos minoritários, que têm nas comunidades identitárias sua única segurança”.

Inscrições gratuitas no endereço http://palasathena.org.br/evento_detalhe.php?evento_id=40.

Globalização econômica deve ter direitos humanos como referência, diz especialista da ONU

Fonte: ONU Brasil

O especialista das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, pediu hoje (26/01) aos ministros reunidos no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos esta semana, que se reconheça a relação dos direitos humanos com a globalização. “Os direitos humanos devem penetrar e dar uma nova direção à globalização de forma que as estratégias que estão sendo procuradas possam retomar e expandir a economia global”.

De Schutter sustenta que “os acordos de investimento e trocas bilaterais são o portão através do qual a globalização atravessa pelo quadro econômico de um país e frequentemente sacode as bases de uma economia. (Por isso), os governos dos Estados soberanos devem submeter qualquer acordo à ‘prova dos direitos humanos’, avaliando os impactos afim de cumprir as obrigações com os seus cidadãos”.

Rio+20: revolução de energias limpas é crucial, diz secretário-geral da ONU

10/10/2011

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, defendeu uma “revolução de energias limpas” na conferência “Energia para Todos – investindo no acesso aos pobres” nesta segunda-feira (10/10) em Oslo, Noruega. No evento prévio à Conferência Rio+20, Ban disse que energia sustentável é fundamental para o progresso dos países pobres e cobrou ações para alcançar as metas de acesso universal de energia até 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

“Três bilhões de pessoas dependem de carvão e madeira para cozinhar. Essas condições são traduzidas em pobreza extrema”, argumentou o Secretário-Geral. Ele completou: a energia não deve ser apenas universal, mas também limpa e sustentável. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o financiamento ao acesso universal de energia custaria apenas cerca de 3% do total investido em energia no mundo. “A falta de energia é uma ameaça para as ODMs. Impede o crescimento e a geração de emprego. Exigimos uma mudança radical nas práticas atuais.”