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Maridos buscam ajuda de ONG para deixar de bater nas mulheres

Por Laila Garroni
Portal Terra, 07/11/2011

A atenção voltada à temática da violência doméstica e o seu combate tem se intensificado desde a criação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006. Mas enquanto as mulheres são o foco principal das políticas públicas, há quem trabalhe na outra ponta do problema: os homens que as agridem. Um exemplo é o Instituto Noos, no Rio de Janeiro, que desde 1999 atendeu cerca de 300 homens que procuraram, espontaneamente, ajuda para pararem de bater em suas mulheres.

Segundo o secretário-executivo do instituto, Carlos Zuma, o principal foco de atenção quando se fala em violência doméstica é a vítima, que majoritariamente é a mulher. Mas "de alguns anos para cá" houve uma mudança cultural e "se pensou também em dar algum tipo de atenção aos homens". "Aos homens que, geralmente, são os que cometem violência, a questão era só de responsabilizar pelo ato de violência, ou seja, de punir de alguma maneira", disse.

Homens e mulheres têm mais em comum do que parece

Pesquisa mostra que diferenças comportamentais entre os gêneros são menos marcantes do que os falsos estereótipos nos fazem pensar


Um estudo sobre gênero, desenvolvido pela professora de psicologia Janet Shibley Hyde, da Universidade de Wisconsin, em Madison, revela que as diferenças entre homens e mulheres talvez não sejam tão marcantes como muitos pesquisadores acreditam . Para chegar a essa conclusão, Hyde realizou a revisão dos 46 estudos sobre o gênero mais importante dos últimos 20 anos.

“Claro que há diferenças emocionais e cognitivas entre os sexos. Os homens, de fato, são mais agressivos fisicamente”, observa. Já os problemas de autoestima na adolescência, geralmente associados ao comportamento feminino, afetam igualmente os rapazes. Mas para a psicóloga, o estudo mostra que tendemos a nos concentrar mais nas diferenças do que nas similaridades e exageramos qualquer descoberta científica que aponte os pequenos contrastes.

“Se aceitamos que os homens não se comunicam bem, quais as implicações disso para o casamento? Por que uma mulher tentaria conversar com o marido para resolverem seus problemas se ele fosse incapaz de compreendê-la?”, questiona. “Se temos certeza de que os meninos são melhores em matemática, ignoramos o talento matemático de muitas meninas.” Isso implica limitação das oportunidades profissionais das mulheres em áreas tecnológicas e científicas. “Em vez de continuarmos a acreditar em psicólogos de programas de auditório, precisamos dar ouvidos a dados científicos que nos dizem quando estamos nos aferrando a falsos estereótipos”, sugere Hyde.

09/08: Nascimentos humanizados - promovendo a paz e a não-violência

A Dra. Daphne Rattner, médica epidemiologista, professora da UnB - Departamento de Saúde Coletiva, diretora da International MotherBaby Childbirth Organization – IMBCO e coordenadora executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa, será a palestrante do 90º fórum do Comitê da Cultura de Paz, dia 9 de agosto, terça-feira, às 19h, no Grande Auditório do MASP.

Com entrada franca, a Dra. Daphne Rattner irá compartilhar informações e ações em torno do forte movimento nacional e internacional que propõe a humanização da atenção a nascimentos e partos como uma resposta à mecanização na organização do trabalho e à violência institucional.

Veja a íntegra do programa no site do Comitê.

As mulheres como sujeito coletivo de construção de paz

Neste artigo, a Dra. Carmen Magallon estuda a contribuição das mulheres para a paz como a identificação de um dos sexos como ator político particular em favor de uma causa que é de interesse universal. As mulheres são mais pacíficas do que os homens? Pode-se dizer que elas não são responsáveis pelas guerras e pelas formas de violência que marcaram o devenir da humanidade? As mulheres podem contribuir, de maneira específica, para a construção da paz?

Estas e outras questões perfilam um vivo debate suscitado em muitos momentos da História, que ainda persiste. O artigo, em espanhol, analisa a forte associação simbólica entre mulher e paz, as iniciativas de mulheres pela paz na História recente, as mulheres organizadas para trabalhar pela paz e mulheres e negociações de paz.

A Dra. Carmen Magallon é doutora em física e filosofia, catedrática da Fundação Seminário de Pesquisa para a Paz de Saragoza, Espanha (SIP), professora associada da Universidade de Saragoza e vice-presidente da Associação Espanhola de Pesquisa para a Paz (AIPAZ). O artigo foi publicado em Cuadernos Bakeaz 61.


Hoje, eu tenho um sonho

Este é o título do vídeo produzido pela International Organization for Standardization (Organização Internacional de Padronização) - ISO, quando do lançamento da ISO 26000:2010, de Responsabilidade Social. O seu processo de elaboração obedeceu a padrões diferenciados, com a participação de representantes da indústria, do governo, dos trabalhadores, consumidores, organizações não governamentais, de serviços, de apoio e de pesquisadores, preservando o equilíbrio geográfico e de gênero. A ABNT brasileira e a SIS sueca lideraram o grupo de 450 especialistas de 99 países membros da ISO e 42 organizações colaboradoras.

Em julho de 2010, foi lançada a ISO de Responsabilidade Social, que deverá ser aplicada por organizações de todos os tipos, nos setores público e privado, de forma voluntária. Caberá à sociedade a sua exigência.


En pié de paz: apresentações disponíveis

O encontro internacional En pié de paz - cultura de paz, políticas públicas e desenvolvimento cultural, organizado pelo Centro Cultural da Espanha em São Paulo e o Instituto Pólis, aconteceu entre os dias 25 e 27 de abril. O objetivo foi abrir um espaço de reflexão e debate sobre as práticas de Cultura de Paz, a efetivação de políticas públicas e o desenvolvimento cultural nesse campo a partir de questões conceituais e de práticas em andamento.

O encontro reuniu debatedores ibero-americanos que atuam no contexto da Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz, da ONU/UNESCO. Participaram, entre outros, Carmen Magallón (Zaragoza, Espanha), Seminário de Investigación para la Paz; Naiara Imedio de Larrinaga (Colômbia), Área de Construção de Paz na Oficina Técnica de Cooperação da AECID na Colômbia; Jose Antonio Mac Gregor Campuzano (México), Praxis Gestión Especializada A.C. e Gestalia Educación y Cultura SRL; Lia Diskin (São Paulo, SP), Palas Athena; Rose Marie Inojosa (São Paulo, SP), UMAPAZ. Todas as apresentações dos palestrantes estão disponíveis para download.

Entrevista com Riane Eisler, autora de O Cálice e a Espada

O cálice e a espada, editado pela Palas Athena Editora, tornou-se referência no mundo e superou a marca dos 500 mil exemplares vendidos. Resulta de pesquisa que levanta evidências arqueológicas e históricas que provam ter havido, em passado distante, sociedades pacíficas e igualitárias organizadas em torno da cooperação e respeito. A autora expõe os paradigmas da realidade contemporânea, mostrando a chocante transformação trazida por culturas de pastores nômades e guerreiros, que impuseram forma de viver baseado no poder da força. Eisler aponta o caminho de futuro viável, para convívio de forma mais saudável e respeitosa, alinhando escolhas com valores de parceria, cuidado amoroso, inclusão e sustentabilidade.

Em 16 de agosto de 2010, o programa Milênio, da Globonews, apresentou uma entrevista do jornalista Jorge Pontual com o título Historiadora Riane Eisler propõe modelo econômico baseado na solidariedade. Excelente material de consulta!


Conclusões da reunião de cátedras UNESCO na Espanha

Tomada de decisões conjuntas, criação e fortalecimento dos vínculos e a possibilidade de futuros acordos são alguns dos principais objetivos do encontro que reuniu as cátedras de Cultura de Paz, Direitos Humanos, Democracia, Gênero, Migração e Interculturalidade realizado dias 27 e 28 de maio, no auditório da Universidade de Santiago de Compostela (USC), Espanha. Esta reunião representa a continuidade da colaboração entre os presidentes de cátedras UNESCO realizada em Bérgamo, Itália, no sentido de elaborar uma série de propostas para criar sinergias entre eles.