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Apresentação do 104º fórum para download

Adriana Fóz.


















O Grande Auditório do MASP lotou para ver e ouvir a educadora e pesquisadora Adriana Fóz, no 104º fórum do Comitê da Cultura de Paz: Neurociência e Educação - Novos Desafios e Conhecimentos, realizado dia 7 de maio.

Aqui, o link para baixar a apresentação de Adriana Fóz, em PDF. O áudio não está disponível para download.

Fotos: Luiz Góes



Mente dispersa não é mente feliz

Quase 47% das horas de vigília são gastas em pensamentos sobre o que não está acontecendo


Por Steve Bradt
Artigo publicado originalmente em inglês no portal Harvard Science 

Tradução: Elisabete Santana


Os psicólogos de Harvard, Killingsworth [à esq.] e Gilbert
usaram um aplicativo especial para iPhone em sua pesquisa.
Resultado: gastamos quase metade do nosso tempo
pensando sobre coisas diferentes das que acontecem ao
nosso redor e a maior parte desses devaneios não nos
faz felizes.
As pessoas despendem 46,9% de suas horas de vigília pensando em algo diferente do que estão fazendo, e essa mente divagante normalmente as torna infelizes. É o que diz um estudo que utilizou um aplicativo para iPhone para reunir dados sobre como temas de pensamentos, sentimentos e ações fazem parte de suas vidas. 

A pesquisa, dos psicólogos Matthew A. Killingsworth e Daniel T. Gilbert, da Universidade de Harvard, está descrita na edição de novembro/2011 da revista Science.

“A mente humana é uma mente dispersa, e uma mente dispersa é uma mente infeliz”, escrevem Killingsworth e Gilbert. “A habilidade de pensar sobre o que não está acontecendo é um feito cognitivo que traz um custo emocional.”

Ao contrário de outros animais, os humanos passam muito tempo pensando sobre o que não está acontecendo ao seu redor: contemplando eventos que aconteceram no passado, que poderão acontecer no futuro ou que nunca acontecerão. Na verdade, a mente divagante parece ser o modo padrão de operação do cérebro.

O que é bom para a alma é bom para o corpo: um argumento científico

O neurocientista e autor de best-sellers Richard Davidson investigou a conexão entre o cérebro e as emoções, chegando à conclusão de que estas últimas influenciam a saúde e o bem-estar


Por Andreu Belsunces Gonçalves
Tradução: Elisabete Santana
Artigo publicado originalmente em espanhol no portal uruguaio El Observador

A maneira pela qual nos percebemos e pensamos, tanto em relação a nós mesmos quanto ao nosso entorno, depende de muitos fatores. Aprendemos a processar e interpretar nossos sentimentos no seio familiar, os colocamos em ação com amigos e parceiros, e vemos como as outras pessoas se sentem não apenas em nossas relações, mas também em filmes, novelas, canções ou poemas. As emoções, influenciadas por nossa visão de vida, são a linha direta entre o mundo que nos rodeia e nosso foro interno. 

Tradicionalmente, a reflexão sobre as emoções tem sido fecunda em disciplinas como psicologia, sociologia ou filosofia, assim como nas artes e na literatura, mantendo-se geralmente alijada das chamadas ciências pura. De fato, incluindo a neurociência, o conjunto de disciplinas que estudam o funcionamento do sistema nervoso em busca de explicações biológicas do comportamento tem dado prioridade à forma como pensamos, acima da maneira como sentimos.