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12/11, 19h: Um profeta em Nova Iorque __ Leitura dramática inspirada na vida e obra de Khalil Gibran

 
Com a Companhia Teatral Arnesto nos Convidou e o dramaturgo Samir Yazbek
Abertura de Aida R. Hanania - professora titular aposentada da FFLCH-USP 

12 de novembro de 2013 • terça-feira • 19h 
Auditório do MASP 
Av. Paulista, 1578
São Paulo/SP 
Estação Trianon-Masp do metrô

Entrada franca

Não é necessário fazer inscrição antecipada

Um Profeta em Nova Iorque é um texto teatral inédito, do dramaturgo e diretor Samir Yazbek, inspirado na vida e obra do poeta, escritor e artista plástico libanês Khalil Gibran (1883-1931), autor do best-seller mundial O Profeta.

Tomando como pano de fundo a época em que Gibran viveu em Nova Iorque, no início do século XX, acompanhamos o florescimento de sua literatura, a luta pelo reconhecimento do seu trabalho, além do diálogo imaginário com figuras emblemáticas de sua infância.

Áudio do 105º fórum para download

Profa. Dra. Luciane Lucas dos Santos
Fotos: Flávia Faria.

A dignidade humana foi o elemento central deste 105º fórum, Os impactos do modelo de desenvolvimento na dignidade humana – interculturalidade e construção de novas sociabilidades como antídoto à violência estrutural. Aqui, o link para baixar a íntegra do áudio.

A Profa. Dra. Luciane Lucas dos Santos discutiu a violência intrínseca ao modelo de desenvolvimento neoextrativista que a globalização hegemônica tem disseminado nos países latino-americanos. Neste sentido - e tendo por base de reflexão os conceitos de fascismo social, sociologia das ausências e linha abissal de Boaventura de Sousa Santos -, refletiu não só sobre as hierarquias hoje estabelecidas entre diferentes saberes, temporalidades, escalas e perspectivas de produção, como também sobre o impacto destas hierarquias na dignidade humana. 

A Profa. Dra. Luciane Lucas dos Santos é pesquisadora pós-doc no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (Portugal), sob a supervisão do Prof. Dr. Boaventura de Sousa Santos. Atualmente, sua pesquisa está relacionada aos seguintes temas: teoria crítica do consumo, economia solidária, redes solidárias de trocas e economias originárias campesinas.

Apresentação do 104º fórum para download

Adriana Fóz.


















O Grande Auditório do MASP lotou para ver e ouvir a educadora e pesquisadora Adriana Fóz, no 104º fórum do Comitê da Cultura de Paz: Neurociência e Educação - Novos Desafios e Conhecimentos, realizado dia 7 de maio.

Aqui, o link para baixar a apresentação de Adriana Fóz, em PDF. O áudio não está disponível para download.

Fotos: Luiz Góes



11/06, 19h: Os impactos do modelo de desenvolvimento na dignidade humana

105º Fórum do Comitê da Cultura de Paz - parceria UNESCO - Palas Athena


A Profa. Dra. Luciane Lucas
dos Santos é pesquisadora 
pós-doc no Centro de Estudos
Sociais da Universidade de
Coimbra, Portugal.
Os impactos do modelo de desenvolvimento na dignidade humana 
- interculturalidade e construção de novas sociabilidades como antídoto à violência estrutural

Profª Dra. Luciane Lucas dos Santos

A violência pode manifestar-se de muitas e diferentes formas - nem todas explícitas ou evidentes à primeira vista. O modelo de desenvolvimento que um país adota, por exemplo, pode constituir-se, paradoxalmente, num vetor de violência - tanto por conta das representações hegemônicas que aciona e dissemina no tecido social, quanto pela naturalização de hierarquias que estabelece. As ideias de progresso e desenvolvimento não raro transformam-se em desrespeito à diversidade e às diferentes temporalidades que marcam as formas múltiplas de organização da vida. O pensamento moderno ocidental - que, segundo Boaventura de Sousa Santos, opera por linhas abissais - fundamenta e legitima esta violência estrutural, encarregando-se de não só definir as experiências e saberes válidos como também classificar todo o resto como irrelevante.

Janusz Korczak - O Educomunicador

A Profa. Dra. Liana Gottlieb, da Associação Janusz Korczak do Brasil, produziu um texto sobre Janusz Korczak para a revista da pós-graduação do IMES e, graciosamente, o cedeu para publicação. Será uma excelente base para conhecer melhor este gigante de abnegação e compromisso pedagógico.

"Janusz Korczak era um dos pseudônimos de Henryk Goldszmit. Ele o usou, pela primeira vez, em 1898, quando era estudante e participou da competição literária I. Paderewski. A peça em quatro atos com que concorreu chamava-se Któredy? (De que modo?) (Lewowicki, 1998). Korczak recebeu uma menção honrosa com esta peça." 
Para continuar lendo o artigo, clique aqui.

Fóruns temáticos: temporada 2013 começa dia 12/03

A temporada 2013 dos fóruns temáticos do Comitê da Cultura de Paz terá início nesta terça-feira, 12 de março, às 19h, no Grande Auditório do MASP, com o tema "JANUSZ KORCZAK - Uma vida que se renova nos direitos de cada criança" e os palestrantes Silvio Hotimsky e Celso Zilbovicius.

Veja o programa completo aqui.

Abaixo, o convite da coordenadora do Comitê, Profa. Lia Diskin.

Mui estimados parceiros na Cultura de Paz,
Abrimos a Temporada 2013 dos nossos Fóruns Temáticos com um gigante de abnegação e compromisso pedagógico – Janusz Korczak. A ele devemos grande parte das descobertas sobre o mundo infantil, suas necessidades, seu desenvolvimento afetivo e cognitivo, seu maravilhamento frente à vida.
Contudo, o Dr. Korczak não apenas legou conhecimentos sobre uma etapa da existência humana. Ele nos ofereceu sua própria vida como fonte de estudo acerca do potencial luminoso da alma, da capacidade de sobrepor interesses pessoais para cuidar dos outros e sustentar os princípios da dignidade em condições de brutalidade declarada.
Terça-feira, 12 de março, 19 horas, Grande Auditório do MASP, com entrada franca. Convide suas redes, disponibilize o programa deste Fórum, polinize as possibilidades de reflexão que nos oferece este encontro.
Em renovado empenho, abraços cordiais,
Lia Diskin
Coordenadora do Comitê

No Brasil, referências mundiais na implementação da Justiça Restaurativa

A Justiça Restaurativa é uma realidade que avança e cresce no Brasil, com a vitalidade e força próprias do anseio coletivo por Justiça enquanto valor universal.

Experiências brasileiras confirmam ser possível as instituições do Estado Democrático de Direito conviverem com alternativas de solução dialogada de conflitos. Demonstram que, mais além do rigor da lei processual e das garantias constitucionais, existe espaço para o encontro, o consenso e a convergência, sem descuidar de conquistas fundamentais como a legalidade, o devido processo legal, a presunção de inocência e a ampla defesa.

Aqui, como no plano internacional, essas experiências convidam a promover a Justiça como direito à palavra, empoderando as pessoas para atuarem na pacificação dos conflitos ou infrações em que estejam envolvidas. Convidam para encontros juridicamente protegidos abertos à expressão da humanidade de cada um, de reconhecimento mútuo, de compreensão da complexidade das causas subjacentes a qualquer conflito. Convidam a cooperar voluntariamente na construção de consensos capazes de promover empatia e auto-responsabilidade de ofensores, a reparar os danos sofridos pelas vítimas e comunidades e a ativar a cidadania, abrindo espaços concretos de participação e corresponsabilização. Convidam para que cada infração ou conflito sirva como oportunidade de aprendizagem e de revelar as subjacentes desigualdades sociais e toda sorte de violências estruturais comuns às sociedades modernas.

Se condenamos a violência por ser injusta, como lidar com ela de forma justa?

Dia 9 de outubro será realizado no Grande auditório do MASP, às 19h, o 100º fórum do Comitê da Cultura de Paz, um marco relevante nos 12 anos de atividades ininterruptas que gerou desdobramentos significativos em todo o país e reconhecimento internacional. Para conferir o programa completo do 100º fórum - "Se condenamos a violência por ser injusta, como lidar com ela de forma justa?" - clique aqui. A entrada é franca e não há necessidade de inscrição prévia.

Abaixo, o convite da Profa. Lia Diskin a todos os parceiros do Comitê.

Mui prezados parceiros,
100 fóruns, mais de 25.000 participantes, 12 anos de atividade ininterrupta, quase 200 horas de registro em áudio disponíveis no site, onde se recebe uma média de 600 visitas diárias... relatório numérico que contorna o cenário onde o Comitê da Cultura de Paz vem plantando e inspirando milhares de iniciativas de forma não centralizada, polifônica e autônoma.
Todavia, os números são insuficientes para retratar as alegrias, encontros, parcerias, descobertas que acontecem a cada fórum. Tampouco conseguem explicar o entusiasmo e a perseverança dos voluntários que sustentam o fazer-acontecer. Nem dos frequentadores que nos acompanham e incentivam há mais de uma década.
100º fórum para celebrar! Os pioneiros brasileiros na Cultura de Paz estarão presentes nesta mesa redonda, cujo propósito é reafirmar a urgência de uma cidadania solidária capaz de pactuar princípios e respeitar diferenças. Os professores Ubiratan D’Ambrósio, Therezinha Fram e Cândido Alberto Gomes nos oferecerão suas experiências, conhecimentos e reflexões na terça-feira, 9 de outubro, às 19 horas, no MASP, conforme programa detalhado abaixo.
Disponibilize o programa deste 100º Fórum nas suas redes. Convide seu vizinho, irmão, colega... polinize a ideia!
Na gratificante tarefa de estender este convite, recebam todos abraços amigos,
Lia Diskin

11/09: Justiça Restaurativa - Justiça como valor no Brasil

Compartilhamos o mais recente informe da Profa. Lia Diskin, coordenadora do Comitê da Cultura de Paz - parceria UNESCO-Palas Athena, convidando para o 99º fórum, a ser realizado dia 11 de setembro, às 19h, no Grande Auditório do MASP. Entrada franca.
Para ver o programa completo, clique aqui.
Caros parceiros na Cultura de Paz,
Olhando do alto deste 99º Fórum, percebemos uma floresta fecunda e inspiradora de ideias, projetos, realizações, provocações, experiências e sonhos que nos veem alimentando ao longo destes doze anos. E quisemos celebrar o cume dos números de dois dígitos (ou seja, 99) para falar de Justiça, um dos pilares sobre os quais se sustenta a civilização ocidental. E mais ainda, Justiça Restaurativa, horizonte generoso e promissor em direção ao qual o Brasil avança vigorosamente. Um dos pioneiros nessa estrada, o Juiz Egberto de Almeida Penido, nos honrará com a partilha de suas experiências, desafios e entraves para encurtar distâncias até o propósito almejado.
Com este tema abre-se auspiciosa passagem para a série de “três dígitos” que marcarão os Fóruns Temáticos do Comitê da Cultura de Paz daqui para frente.
Terça-feira, 11 de setembro, 19 horas, grande auditório do MASP – com entrada franca. Convide seus amigos, colegas, professores, e alunos. Esta é uma realização que construímos juntos, mês após mês, ano após ano, e que hoje ecoa em todos os cantos do país.
Felizes com a companhia, o incentivo e a generosidade dos voluntários que fazem acontecer estes Fóruns, congratulamos a todos – parceiros na missão e na ação,
Lia Diskin

Por amor a Gandhi

O jovem profressor Shang - um dos maiores estudiosos dos escritos de Gandhi na China - lança seu mais recente projeto.

Gandhi Institute Bombay Sarvodaya Mandal & Gandhi Research Foudation

Shang Quanyu se apaixonou por Mahatma Gandhi quando era um jovem estudante de graduação em Xian, cidade central chinesa conhecida por seus guerreiros de terracota. Shang estudou com um velho especialista em Índia" na Northwest University, Peng Shu Zhi, quem primeiro lhe apresentou os escritos de Gandhi. Shang foi fisgado e acabaria fazendo seu doutoramento sobre Gandhi. Hoje, ele talvez seja um dos maiores especialistas na China sobre os livros de Gandhi, e escreveu vários livros sobre sua filosofia.

14/08: Pensamos de maneira sistêmica, mas em qual direção?


Este é o tema do 98º fórum do Comitê da Cultura de Paz, com Prof. Dr. Antonio Carlos Valença. 
14 de agosto, 19h, no MASP. Entrada franca.


Quando pensamos de modo sistêmico, há garantia de que estamos nos encaminhando para boas escolhas, valores construtivos, propósitos sustentáveis?

Ao raciocinar e construir sentido contextualizado estamos indo além das balizas do pensamento reducionista-mecanicista. Crianças e adultos são capazes de afirmar, expandir, justapor, comparar, diferenciar, negar e contrapor conceitos. Tal processo repousa em estruturas profundas, arquetípicas, algumas condicionadas, que estão na base de nosso modelo mental.

Mas qual a finalidade e direção desse raciocínio? Seria de se esperar que esse dom precioso nos levasse para estruturas conceituais propiciadoras do solidário, sustentável, verdadeiro, justo, belo e bom. A maioria não deseja para si o feio, a injustiça, a mentira, o isolamento, a fragmentação.

O que temos feito com nossa capacidade de decodificar o mundo, formar conceitos e estruturas de pensamento, avaliar, criar propósitos e objetivos? Como se processa esta dinâmica mental que, embora sistêmica, tem fragmentado nossa visão do mundo e desestruturado nossa vida familiar, escolar, comunitária, empresarial?

Haveria modo de educar nossos processos de raciocínio na direção de horizontes onde figurem o adequado, consistente, coerente, justo e estético?

Antônio Carlos Valença é consultor organizacional e diretor técnico da Valença & Associados – Aprendizagem Organizacional. Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia e doutor em Comportamento Organizacional pela Case Western Reserve University, com especializações na Universidade de Harvard, no Symlog Consulting Group, na High Performance Systems e na Appreciative Inquiry Network. Professor da pós-graduação em Pensamento Sistêmico e Aprendizagem Organizacional da UFPE. Criador da metodologia Mediação- Método de Investigação Apreciativa da ação-na-ação (2007,2009). Autor, entre outros, de Aprendizagem Organizacional – 123 Arquétipos Sistêmicos (SENAC).

Um em cada cinco brasileiros sofreu punição física regular na infância

A explicação mais provável para o fenômeno é que as vítimas de punição corporal abusiva na infância têm maior probabilidade de adotar a violência como linguagem ao lidar com situações do cotidiano. Assista também ao vídeo "Children see, children do".

Agência FAPESP


Uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma regular – uma vez por semana ou mais. Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que a palmada, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias.

O levantamento foi feito em 2010 e divulgado este mês pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. O objetivo da pesquisa, segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV, foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos em relação à violência, aos direitos humanos e às instituições encarregadas de garantir a segurança.

UNESP oferece especialização em ensino de ciências; selecionados receberão bolsa

"Sistema Terra – Ensino contextualizado e polidisciplinar" tem como público-alvo professores da educação básica. Selecionados receberão bolsas

Agência FAPESP

Estão abertas até o dia 20 de julho as inscrições para curso lato sensu “Sistema Terra – Ensino contextualizado e polidisciplinar”, voltado para o ensino de ciências e oferecido no campus de São José do Rio Preto da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com duração de dois anos, o curso terá início em 4 de agosto e término em julho de 2014. O público-alvo preferencial são professores da educação básica das redes pública e privada de ensino, de todas as áreas de conhecimento, que atuam na região noroeste do Estado de São Paulo.

Iniciativa do Centro de Referência em Ciência do Sistema Terra (Crecist), o curso visa à formação continuada de educadores e tem apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Petrobras, que oferecerão bolsas para os alunos selecionados.

As disciplinas serão ministradas em períodos de férias e, no período letivo, aos sábados pela manhã. No último semestre, os alunos deverão desenvolver uma monografia. Também estão previstos dois trabalhos de campo para regiões reconhecidas pela UNESCO por sua geodiversidade. Entre os temas abordados estão “Novas perspectivas no ensino e aprendizagem de ciências”, “A química e a metrologia no ambiente”, “Minerais e rochas” e “Sistema Terra como eixo polidisciplinar no ensino de ciências”.

As inscrições devem ser feitas no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce), Seção de Pós-Graduação, Rua Cristóvão Colombo, 2265, Jd. Nazareth, São José do Rio Preto.

Mais informações: www.ibilce.unesp.br/#475,2463, crecist@ibilce.unesp.br e (17) 3221-2444.

4ª edição do curso "Educação para a Paz: Fundamentos e Metodologia"

Realizado em Ponta Grossa, Paraná, as inscrições para o curso podem ser feitas até amanhã, 6 de julho. Abaixo, veja a entrevista do professor Nei Alberto Salles Filho, coordenador do Núcleo de Educação para a Paz da Universidade Estadual de Ponta Grossa, ao Jornal da Manhã.


Coordenador do NEP fala de educação e cultura

Por Talita Moretto
26/06/2012

O professor Nei Alberto Salles Filho convida educadores para uma discussão sobre a influência do tema na sociedade e nas salas de aula, e também destaca a ações no Paraná

Foto: Arquivo NEP
No próximo mês inicia a quarta edição do curso ‘Educação para a Paz: Fundamentos e Metodologia’, uma promoção do Núcleo de Estudos e Formação de Professores em Educação para a Paz e Convivências, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (NEP/UEPG), em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC/PG). O coordenador do NEP/UEPG, o professor Nei Alberto Salles Filho, que atua há dez anos na promoção da paz nas escolas, em entrevista ao Vamos Ler falou sobre esse processo que envolve a mediação pedagógica de conflitos, os valores humanos e a qualificação das relações interpessoais.


Vamos Ler: Qual a melhor definição para o termo ‘Educação para a Paz’?
Nei Alberto Salles Filho: Educar para a Paz é educar para convivências com qualidade, para o diálogo ético e com responsabilidade; é respaldo para discutir sobre direitos humanos e desigualdades sociais; também serve para fundamentar as relações humanas em valores positivos e, sobretudo, ampliar o respeito às diferenças e à não-violência a qualquer forma de vida e ao meio ambiente. Por isso dizemos sempre que uma Cultura de Paz só é possível se houver uma Educação para a Paz.

Por uma educação transformadora: os sete saberes da educação para o presente

Ainda que a Conferência Internacional sobre os Sete Saberes necessários à Educação do Presente - promovida pela UNESCO, pela Universidade Estadual do Ceará, em colaboração com a Universidade Católica de Brasília e com outras universidades nacionais e internacionais - tenha sido realizada em 2010, muitos educadores não tiveram acesso aos seus Anais ou mesmo à Carta de Fortaleza, que caracteriza a atual situação do ensino e as perspectivas que se abrem para uma educação planetária.

Nas considerações, a Carta afirma, por exemplo: "Vivemos uma crise civilizatória de natureza ecológica, econômica, social, política e educacional, cujas incalculáveis e imprevisíveis consequências põem em risco a sobrevivência humana e a preservação da vida no planeta. Tais crises são expressões de processos complexos provocados por um paradigma civilizatório baseado na ganância, no individualismo, no paternalismo, no consumo desenfreado de recursos materiais, na depredação de bens naturais, na violência, no autoritarismo e na marginalização social". Além disso, afirma que "A aprendizagem da compreensão humana está na base da construção de uma cultura de paz e cidadania ancorada no respeito à diversidade e à promoção dos direitos humanos universais".

Cidades Seguras e Inclusivas: chamada para propostas de pesquisadores

Pesquisa para reduzir a violência, a pobreza e as desigualdades urbanas: data limite para a presentação de propostas é 26 de agosto de 2012

O Centro Internacional de Investigações para o Desenvolvimento do Canadá (IDRC) anuncia uma convocação de propostas de iniciativas de pesquisa dentro do quadro Cidades Seguras e Inclusivas. Em conjunto com o Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) do Reino Unido, esta iniciativa co-financiada tem como objetivo a criação de conhecimento científico sobre as conexões entre a violência, pobreza e desigualdades urbanas, e também as estratégias mais eficazes para reduzi-las.

O auxílio concedido para a realização total da pesquisa de vanguarda em cidades da América Latina e do Caribe, da África subsaariana e do Sul da Ásia é de até 500.000 dólares canadenses. Para maiores informações visite o site www.idrc.ca/cities ou envie um email para cities@idrc.ca.

Outras informações: IDRC/CRDI

Seminário gratuito: Culturas de Paz - O que a história não revela

Quinta-feira, 14 de junho, das 9h às 11h30, na sede da Palas Athena: Alameda Lorena 355, Jardim Paulista – São Paulo, SP.

Seminário gratuito a cargo do Prof. Dr. Azril Bacal, peruano, pesquisador e consultor internacional nas áreas de desenvolvimento humano, transformação e resolução de conflitos sociais e interpessoais, entre outros.

Neste seminário teremos oportunidade de conhecer o pensamento da destacada socióloga Elise Boulding – pioneira nas pesquisas da sociedade civil, sua auto-organização, mobilidade e relação com o poder estatal. 

Ela afirma: “Um dos maiores obstáculos à construção da paz através dos métodos que existem em todas as sociedades é a tensão entre os 188 estados do sistema internacional e os 10.000 grupos identitários formados pelas diversas etnias, línguas, ou religiões que se encontram dentro das fronteiras daqueles estados. (...) A criação recente de novas identidades míticas, sem fundamento histórico, indica que esses grupos identitários têm funções importantes e servem para sustentar a ordem social. (...) Os buracos na rede de cuidado governamental são grandes demais e por eles passam os grupos minoritários, que têm nas comunidades identitárias sua única segurança”.

Inscrições gratuitas no endereço http://palasathena.org.br/evento_detalhe.php?evento_id=40.

3° Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas

22 e 23 de junho de 2012
das 9h às 17h
Teatro Marcos Lindenberg - UNIFESP
Edifício dos Anfiteatros - Rua Botucatu, 862 – Jardim Luzitania, São Paulo


As medicinas tradicionais/complementares/alternativas e as práticas contemplativas como a meditação e o Yoga, têm sido utilizadas em diversos setores público–privados da Saúde como parte de tratamento a doenças, prevenção de enfermidades – especialmente as de natureza crônica – e para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida.

Com o objetivo de apresentar novos estudos e boas práticas realizadas na área, a Palas Athena em parceria com a UNIFESP, realiza este Simpósio que trará à São Paulo referências internacionais e destacados profissionais brasileiros em quatro mesas redondas nos dois dias de evento.

Este Simpósio é destinado a profissionais e estudantes da área da Saúde, bem como para aqueles que atuam nas áreas de bem–estar e qualidade de vida.

Programação

O papel educação esportiva na formação de valores de convivência

O artigo do Prof. Nei Alberto Salles Filho, escrito em parceria com a Profa. Dra. Silvia Finck, conta do encontro de duas persperctivas: o GEPEFE, Grupo de Estudos da Educação Física, no Programa de Pós Graduação - Mestrado e Doutorado em Educação da UEPG [Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná], com o Núcleo de Estudos em Educação para a Paz, o NEP/UEPG. Do encontro passa a ser estruturada a reflexão sobre a Educação Física na perspectiva da Educação para a Paz e prevenção das violências.

Esperamos que o texto seja útil de alguma forma para reflexões e trabalho. Para quem quiser conhecer e participar, os encontros do GEPEFE/UEPG ocorrem quinzenalmente às quintas-feiras, à tarde, no Campus da UEPG, bloco da pós-graduação. Para outras informações, entre em contato: prof.neialberto@hotmail.com.

Resumo

Este artigo relata sobre a parceria do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física Escolar e Formação de Professores (Gepefe/UEPG/CNPq), vinculado ao Programa de Pós-graduação em Educação (UEPG/PR), com o Núcleo de Estudos e Formação de Professores em Educação para a Paz e Convivências (NEP/UEPG). Tal parceria contribuiu para a criação da linha de pesquisa ‘Educação Física, Esportes e Educação para a Paz: dimensões conceituais, metodológicas e na formação de professores’ no Gepefe. O objetivo deste artigo é apresentar reflexões mais específicas da aproximação entre o esporte na perspectiva educacional e a educação física escolar, mediadas pela questão da formação de professores.

IV Colóquio Interamericano sobre Educação em Direitos Humanos no Chile

Experiências Didático-pedagógicas da EDH - Aprendizagens e desafios para a consolidação de uma cultura respeitosa aos direitos humanos é o tema do IV Colóquio Interamericano sobre Educação em Direitos Humanos, a realizar-se dias 6 e 7 de setembro de 2012 em Santiago, Chile. O prazo para inscrição de trabalhos encerra-se em15 de maio. Veja os detalhes da convocatória, prazos e pautas gerais para inscrição de experiências clicando aqui [em espanhol]. As inscrições são gratuitas.

Nas três edições anteriores, pesquisadores, acadêmicos, pedagogos, educadores sociais, promotores dos Direitos Humanos, entre outros, ofereceram sua perspectiva em relação a importância da promoção da Educação em Direitos Humanos [EDH]. O objetivo desta quarta edição de colóquios é propiciar o desenvolvimento e o intercâmbio de propostas pedagógicas para o ensino dos direitos humanos em todos os níveis educacionais, bem como em formatos educativos de tipo não formais. A principal proposta é avançar – a partir das reflexões teóricas sobre a importância da EDH e sua inclusão curricular em diversos processos educativos – no debate sobre o tipo de práticas educacionais necessárias para tornar possível transformar atitudes, destrezas e habilidades para criar e recriar uma cultura baseada na promoção, reconhecimento e respeito aos direitos humanos.