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Dialogando com Gandhi através da dança e da reflexão - áudio disponível para download

Nesta 32ª Semana Gandhi, celebramos – por meio da dança indiana Odissi e das reflexões sobre a Educação para a Paz, o diálogo entre Arte e Pedagogia, entre estética e ética, permitindo descobrir espaços de recriação e ressignificação da vocação libertária que inspirou Gandhi.

Este foi o mote do 108º fórum do Comitê da Cultura de Paz, realizado dia 8 de outubro, no Grande Auditório do MASP - e a íntegra do áudio está disponível para download aqui.

Uma Força Mais Poderosa - Guia de Estudos

Foto: Bikas Das/AP/The Guardian, 28/01/2013
Os líderes que optaram pelas armas não violentas aprenderam a partir dos movimentos de resistência do passado. O líder nacionalista indiano Mohandas Gandhi (1869-1948) inspirou-se na Revolução Russa de 1905. O reverendo Martin Luther King Jr. e outros líderes afro-americanos viajaram até a Índia para estudar as táticas de Gandhi. Quando os chilenos se organizaram contra a ditadura do general Augusto Pinochet, nos anos 1980, e os filipinos se uniram contra Ferdinand Marcos, seu presidente entre 1965 e 1986, tiveram a influência do longa metragem "Gandhi", de Richard Attenborough. A experiência destes e outros lutadores não violentos em nossa história nos ensina muitas lições:

• O uso das sanções não violentas foi muito mais frequente do que usualmente se acredita, e não foi limitado pelo tipo de regime ao que se fez oposição, como tampouco o foi pelo período histórico ou pelo lugar.

• Não existe correlação entre o grau de violência enfrentado pelo movimento não violento e sua possibilidade de êxito. Alguns dos movimentos em que se enfrentaram os mais violentos adversários foram os mais exitosos.

• A capacidade de desenvolvimento de um movimento se deteriora quando este usa a violência; ao mesmo tempo em que o regime é enfrentado com força bruta, a repressão se intensifica.

• A mobilização e o respaldo a movimentos populares orientados para a ação não violenta andam de mãos dadas com a formação de uma sociedade civil e o apoio constante à democracia.

Clique aqui para download do Guia de Estudos de Uma Força Mais Poderosa, em português.

Caderno da Cultura de Paz: publicação traz reflexões e ações

O Abaçaí Cultura e Arte publicou o caderno A paz é o caminho - Uma rede da Cultura de Paz com importantes reflexões, documentos internacionais de referência, informações sobre outros movimentos e outros materiais relevantes para a implementação de ações de construção de uma Cultura de Paz. Para fazer o download, clique aqui.

Toninho Macedo, coordenador do Abaçaí, fala sobre os objetivos deste material:

"Esta apostila surgiu da necessidade de oferecer subsídios às reflexões e atividades desenvolvidas com o Juruá - Núcleo de Sustentação da Bandeira da Paz no Parque da Água Branca e parte do programa de ação cultural que a Abaçaí Cultura e Arte ali mantém. São jovens e adolescentes que estão se iniciando no exercício da Cultura de Paz, e que, com seus exemplos, vêm se transformando em multiplicadores de uma nova forma de convivência entre os seres humanos.

"I have a dream" - 50 anos de um discurso que mudou a história

Na próxima terça-feira, dia 9 de abril, às 19h, o Comitê da Cultura de Paz realizará seu 103º fórum no Grande Auditório do MASP, dentro do escopo da Semana Martin Luther King, organizada pela Associação Palas Athena anualmente. Veja o programa completo aqui.

Abaixo, o convite da Profa. Lia Diskin, cofundadora da Palas e coordenadora do Comitê.


Caros parceiros na Cultura de Paz,
Poucos são os discursos que guardam o poder de nos comover após décadas de terem sido proferidos. Entre eles, ainda ecoa o que Martin Luther King ofereceu a centenas de milhares de pessoas reunidas em Washington, frente à estátua de Lincoln, ávidas de encerrar uma longa e dramática história de discriminação racial e vergonhosa impostura – cujos fantasmas ainda estão presentes, mesmo no Brasil.
Neste 103º Fórum do Comitê da Cultura de Paz, que conta com o apoio institucional do Consulado dos Estados Unidos, a reflexão e a arte dialogam em torno do Sonho de Martin Luther King, convocando para “ninguém ser julgado pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”.
Terça-feira, 9 de abril, às 19 horas, no Grande Auditório do MASP, com entrada franca.
O programa segue abaixo e sugerimos que disponibilizem nas suas redes, visto que o Sonho ainda tem muito a ecoar para ganhar a condição irreversível de ação transformadora.
Este fórum acontece no escopo da Semana Martin Luther King, que a Associação Palas Athena promove anualmente no mês de abril, faz dez anos. Apresentações artísticas, palestras e vídeo-diálogos estão programados, sempre com entrada franca, em diversas unidades dos CEUs. Confira no site www.palasathena.org.br.

Conhecer-se e viver em teia

Por Assessoria de Comunicação - IDS
Profa. Lia Diskin, cofundadora da Associação Palas
Athena e coordenadora do Comitê da Cultura de Paz.

É difícil discernir o essencial, o indispensável, nos dias de hoje? Para Lia Diskin - formada em Jornalismo, estudiosa dos filósofos indianos Nagarjuna e Kamala Shila e premiada por sua contribuição na área de Direitos Humanos e Cultura de Paz pela Unesco - o primeiro passo é se conhecer. E, depois, viver em teia. "Não existe vida sem relação. Não existe vida no isolamento", diz. Valores essenciais sustentam esse emaranhado de relações, e também são sustentados pela rede.

Lia cita Gandhi, desdobrando o significado de uma de suas máximas mais célebres. "Você não pode começar pelo mundo, mas pode começar por você. Gandhi tinha essa capacidade de apontar com clareza questões relevantes, acessíveis à participação de todos. Penso que devemos resgatar essa capacidade." Leia abaixo a entrevista concedida por Lia à Inês Castilho, e saiba mais sobre a série de entrevistas, projeto realizado em parceria entre o IDS, Outras Palavras e Ideafix, neste link.


Como você percebe a participação política do cidadão brasileiro?
Muito enfraquecida, pouco envolvida, pouco comprometida. Apesar de haver uma informação crescente, talvez por causa das redes sociais, numa perspectiva mais de longo prazo não vejo uma capacidade aglutinante de fazer propostas locais, pontuais, nem de uma macroestratégia de desenvolvimento do país.

Gandhi hoje: Os fins estão nos meios – a ética da intenção na ação


Mesa redonda com: Lia Diskin, Hamilton Faria e Luiz Henrique Góes

ENTRADA FRANCA

2 de outubro de 2012, terça-feira, 19 horas

LOCAL: Centro Cultural da Índia - Consulado Geral da Índia
Alameda Sarutaiá 380 – Jardim Paulista
CEP 01403-010 – São Paulo – SP
Tel./Fax: 3149 3340

A atualidade do pensamento gandhiano é indiscutível. Alguns dos focos de sua ação tornaram-se matéria prima para o que chamamos hoje de economia solidária, empoderamento local, equidade entre os gêneros, resolução pacífica de conflitos, aliança entre autonomia e interdependência.

Um em cada cinco brasileiros sofreu punição física regular na infância

A explicação mais provável para o fenômeno é que as vítimas de punição corporal abusiva na infância têm maior probabilidade de adotar a violência como linguagem ao lidar com situações do cotidiano. Assista também ao vídeo "Children see, children do".

Agência FAPESP


Uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma regular – uma vez por semana ou mais. Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que a palmada, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias.

O levantamento foi feito em 2010 e divulgado este mês pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. O objetivo da pesquisa, segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV, foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos em relação à violência, aos direitos humanos e às instituições encarregadas de garantir a segurança.

Dicas para incorporar a sustentabilidade ao seu dia a dia

Fonte: Planeta Sustentável

Por que é preciso reduzir o consumo de sacolas plásticas? Quais os impactos globais, caso a temperatura do planeta aumente mais de 2ºC? Quanto de água virtual é gasto na produção de um celular? Quais as mudanças que a economia verde propõe? Que tipo de papel devo utilizar: reciclado ou novo? Conferências como a Rio+20 vão resolver os problemas do planeta?

Saber as respostas para essas perguntas nos ajuda a repensar nossas atitudes do dia a dia e fortalecer o movimento pela sustentabilidade no mundo. Por isso, o Planeta Sustentável lançou nesta terça-feira (05) – não por acaso, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente – seu Manual de Etiqueta 4.0, que responde a essas e muitas outras questões relacionadas ao tema, além de dar dicas para o leitor incorporar a sustentabilidade ao seu dia a dia.

Rio + 20: Inscrições individuais para a Cúpula dos Povos estão abertas


Chegou o momento que todos esperavam: estão abertas as inscrições individuais para participar da Cúpula dos Povos! Qualquer pessoa pode se inscrever para participar das atividades do evento, que ocupará o Parque (Aterro) do Flamengo de 15 a 23 de junho. A partir da inscrição, quem quiser poderá emitir e imprimir um certificado nominal de participação do evento.

Como se inscrever

Vinculamos as inscrições individuais ao Catarse, um site de financiamento coletivo de projetos independentes. Funciona assim: basta entrar no projeto da Cúpula dos Povos, assistir ao vídeo de divulgação, ler o texto de apresentação e clicar no botão “quero apoiar este projeto”. O valor mínimo das inscrições é de R$ 10, e você pode escolher uma das recompensas disponíveis por apoiar a Cúpula. Uma delas é justamente o certificado de participação. Se você escolher essa opção, receberá um e-mail com o certificado em no máximo dois dias.

"Da Ditadura à Democracia": download e entrevista com Gene Sharp

O livro de Gene Sharp vem inspirando revoluções não-violentas em vários países do mundo. Lançado em 1993, Da ditadura à democracia já foi traduzido para 25 idiomas, inclusive em português, e está à disposição para download gratuito através do Albert Einstein Institute, fundado por Gene Sharp, 83, doutor em teoria política pela Universidade de Oxford e pesquisador no centro de estudos internacionais de Harvard. Sua admiração por Gandhi foi o ponto inicial, em 1940, de uma pesquisa que abala muitas ditaduras atuais.

Para baixar a versão em português, clique aqui.
Para versões em outros idiomas, clique aqui.

Abaixo, a entrevista de Gene Sharp à Folha de S. Paulo, feita por Gabriela Manzini, em 21/02/2011.

Folha - Quantos movimentos o sr. já testemunhou?
Gene Sharp
 - Não muitos. Estive pessoalmente na Palestina e em Israel e na Letônia, Eslovênia e Lituânia, onde o governo usou nosso trabalho. Estive também na Praça da Paz Celestial, na China, mas como observador.

20 a 27/05: 3ª Semana Mundial do Brincar

Este ano, evento será realizado em conjunto com a Semana de Ação Mundial, que integra a Campanha Nacional de Direito à Educação


Ações de resgate do brincar serão oferecidas gratuitamente para crianças em todo o País; São Paulo terá atividades em mais de 40 endereços diferentes

A Aliança pela Infância promove, entre os dias 20 e 27 maio, a terceira edição da Semana Mundial do Brincar, criada com o objetivo de ressaltar a importância, no desenvolvimento da criança, da brincadeira livre e com fim em si mesma.

Em todo o Brasil, serão realizadas ações nas cidades onde a Aliança possui núcleos de atuação, com destaque para as principais capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, entre outras.

Dentre as atividades oferecidas, gratuitas e voltadas para crianças de 3 a 12 anos, a programação inclui brincadeiras, música, artes plásticas, teatro, danças, contação de histórias, atividades circenses, manifestações culturais tradicionais e atividades livres em espaços lúdicos.

Em São Paulo, a Semana Mundial do Brincar será realizada em mais de 40 endereços, como parques públicos, entre os quais o do Ibirapuera, Villa-Lobos, da Água Branca e o Toronto, além de escolas, ONGs, espaços culturais e bibliotecas municipais.

Áudio e apresentações do 96º disponíveis para download

O encontro de Ute Craemer, Clara Charf e Nina Rosa no 96º fórum do Comitê da Cultura de Paz, realizado dia 8 de maio, foi histórico, para dizer o mínimo. Cada uma delas é um verdadeiro luminar nas áreas em que atuam, exemplos de que o ser e o estar no mundo podem ser dignificados nas práticas inclusivas e de acolhimento dos direitos humanos e dos direitos dos animais.

A íntegra do áudio e das apresentações já está disponível para download, sob a licença Creative Commons, que permite a disseminação gratuita para estudo e divulgação, desde que citada a fonte, mas não para a fragmentação e inserção em outras obras.

A seguir, o texto de introdução do fórum, da jornalista Elisabete Santana.

08/05: Cuidar da Vida - Vocações que Inspiram e Transformam

O 96º fórum do Comitê da Cultura de Paz contará com a presença de três expressões marcantes da vontade humana de criar o mundo que queremos. São três mulheres inspiradas e inspiradoras que dedicaram suas vidas a comunidades e à vida. Ute Craemer, Clara Charf e Nina Rosa são pioneiras e exemplos, com trajetórias de práticas inclusivas e voltadas para todos.

O programa do 96º fórum, que será realizado dia 8 de maio, terça-feira, às 19h, no grande auditório do MASP já está disponível. A entrada é franca e não é necessário fazer inscrição antecipada.

Para conhecê-las um pouco mais, alguns vídeos para uma ligeira degustação!

Bronca do menino de 14 anos: cale a boca e plante uma árvore

Por Haroldo Castro
Revista Época


Entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro, acontecerá em Durban, África do Sul, a COP-17, mais uma rodada de negociações sobre mudanças climáticas. Quem participou de algumas conferências globais sobre a questão ambiental sabe que os principais frutos destes debates são palavras, palavras e mais palavras. O blá-blá-blá de sempre, muita conversa e nenhuma ação. O que salva estas reuniões tediosas entre políticos, cientistas e conservacionistas são os contatos interpessoais e as sinergias que acontecem entre indivíduos.

Há algumas semanas, participei na Itália de um encontro de jornalistas ambientais de 30 países. Sonolento após uma palestra de um professor universitário, vi um adolescente de óculos entrar na plateia. Vestido de jeans, camiseta branca e tênis, ele parecia qualquer menino europeu. 

Campanha "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero"

Conheça a íntegra do anúncio da campanha, realizada entre os dias 25 de novembro [Dia Internacional contra a Violência contra as Mulheres] e 10 de dezembro [Dia Internacional dos Direitos Humanos], com o tema Da Paz no Lar à Paz no Mundo: Vamos Desafiar o Militarismo e Acabar com a Violência Contra as Mulheres!

Fonte: Centro para a Liderança Global das Mulheres

Para explorar algumas das estruturas sociais mais profundas que promovem e perpetuam a violência contra mulheres e meninas, no ano passado, o Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) lançou um tema de campanha de vários anos sobre as intersecções entre o militarismo e a violência contra as mulheres. Embora existam muitas maneiras diferentes para definir o militarismo, a definição com a qual trabalhamos caracteriza o militarismo como uma ideologia que cria uma cultura de medo e apóia o uso de violência, agressão ou intervenções militares para a resolução de litígios e a imposição de interesses econômicos e políticos. O militarismo também privilegia certas formas de masculinidade violenta, que muitas vezes tem consequências graves para a verdadeira segurança e proteção das mulheres, dos homens que não se conformam com esses papéis, e da sociedade como um todo. Eventos mundiais atuais - incluindo intervenções militares, feminicídios, ataques a civis que participam de mudanças políticas, conflitos em curso etc - exemplificam as várias formas em que o militarismo influencia como vemos os nossos vizinhos, nossas famílias, nossa vida pública, e outras pessoas no mundo.

Selo identificará lojas que não vendem armas de brinquedo

Empresários deveriam solicitar selo até o dia 11/11; entrega será realizada durante solenidade oficial na Câmara de Vereadores

A partir deste ano, os empresários da cidade que não comercializam armas de brinquedo serão identificados com um selo, concedido pela Prefeitura de Londrina e Câmara de Vereadores. É o que prevê a lei 11309/2011 aprovada pelo Legislativo e sancionada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) por meio de projeto de lei da vereadora Sandra Graça (PP) que reforça a legislação atual que proíbe a venda de armas de brinquedo em Londrina. Os interessados em receber a certificação têm prazo até a próxima sexta-feira (11/11) para protocolar requerimento na Prefeitura de Londrina solicitando a concessão do selo que terá a grafia "Arma não é brinquedo...dê abraços. Lei 9188/2003" e validade de dois anos.

Armas nucleares, cidades e o Brasil

Artigo publicado na Folha de S. Paulo, 17/10/2011
Por João Coser, Pol Helena Dhuyvetter e Takashi Morita


Foto: Huffington Post, com cortesia
da Life.com

Mais que simples objetos de status, armas nucleares têm objetivo de destruição que indiscrimina inocentes e que pode dizimar cidades inteiras

Armas nucleares podem parecer irrelevantes ao Brasil contemporâneo, mas não por acaso a presidente Dilma Rousseff levantou o tema novamente perante a ONU, em 22 de setembro último. Em suas palavras, "temos, sim, de avançar na reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele tem sido o baluarte da lógica do privilégio nuclear".

De fato, as estimadas 20 mil bombas restantes perpetuam um modelo de poder que o Brasil, como único país do Bric a não possuí-las, incansavelmente busca modificar. Mais do que simples objetos de status, armas nucleares têm um objetivo de destruição que indiscrimina inocentes. Além disso, podem aniquilar toda uma cidade, pondo fim a tudo o que gerações de prefeitos e cidadãos construíram. 

Nas palavras do secretário-geral da ONU, "enquanto essas armas existirem, ninguém está seguro". Cientistas alertam que a incineração de apenas 20 delas teria um impacto catastrófico no clima, levando à fome em escala global. Armas nucleares e mudança climática vêm sendo reconhecidas como os dois maiores desafios à segurança da sobrevivência humana. Tendo presenciado a devastação de suas cidades, os prefeitos de Hiroshima e Nagasaki criaram em 1982 uma rede internacional, levando a voz ativa dos governos locais em temas de paz e desarmamento, a Prefeitos pela Paz.

Exemplo de construção sustentável na Semana do Clima de Hamburgo


Este pavilhão verde brilhante feito de estacas de madeira sazonal foi construído para a terceira edição da Semana do Clima, realizada em Hamburgo, Alemanha, entre os dias 23 e 30 de setembro. É um exemplo de estrutura temporária sustentável e baseada no conceito "do berço ao berço" [também conhecido como cradle to cradle, em inglês], no qual todos os materiais que compõem o pavilhão são puros, seguros para o uso humano e biológico ou tecnologicamente recicláveis no final de sua vida útil.

À exceção do transporte dos materiais, toda a construção do pavilhão foi operada com emissão zero. No desmonte, as madeiras foram usadas como nutrientes para o solo das florestas e o restante dos materiais retornou ou foi reciclado para garantir que o ciclo de vida ocorresse sem desperdício.

Fotos e fonte: Inhabitat

Gincana da não-violência? Eis as dicas!

Reproduzimos artigo de Adriana Araújo Bini, coordenadora técnica do Projeto Não-violência, do Paraná, sobre a origem do Dia Internacional da Não-violência e dicas preciosas para educadores e todos aqueles que lidam diretamente com crianças e adolescentes para uma 'gincana da não-violência' na escola - ou não! Imperdível!


2 de outubro, Dia Internacional da Não-violência

A data foi criada pela Organização das Nações Unidas em homenagem a Mahatma Gandhi, nascido neste dia no ano de 1869, na Índia. Mahatma Gandhi foi um dos maiores líderes pacifistas da história, levando multidões a conhecer e a praticar o significado da não-violência, na sua luta pela independência da Índia.
Certa vez, o líder indiano comentou: “Posso até estar disposto a morrer por uma causa, mas nunca a matar por ela!” Quando, em certos momentos, a violência começou a se manifestar entre os indianos, Gandhi praticou o jejum, por duas vezes, colocando em risco a sua própria vida, com o objetivo de sensibilizar seus seguidores a não fazer uso da violência.

O termo “não-violência” – em sânscrito, ahimsa – tem o significado profundo de não dano, não prejuízo. Daí surge a ideia central deste conceito que nos inspira a ser pacífico, o que é bastante diferente de ser passivo. É agir de forma coerente e firme, norteados pelos nossos ideais, sem aceitar qualquer forma de violência.
Trabalhar pela Cultura da Não-Violência nas escolas é fundamental para que crianças e adolescentes possam aprender a valorizar princípios como o respeito, a tolerância, o diálogo e a solidariedade. A Cultura de Paz se faz nas pequenas ações do cotidiano: no nosso jeito de nos comunicarmos com os outros, na nossa forma de lidar com conflitos e sentimentos como frustração e raiva, na nossa capacidade de reconhecer e valorizar as diferenças e de sermos tolerantes.

Emocionante, do início ao novo início!

Mais de 500 pessoas estiveram ontem no Grande Auditório do MASP movidas por razões distintas - mas, certamente, saíram com um mesmo leque de sentimentos: uma grande emoção que brotou das várias linguagens que compuseram a homenagem a Gandhi.

Gandhi sempre recomendou que sua obra fosse revisitada, relida e, sobretudo, experimentada. Que este momento, preparado com extremo zelo pela Palas Athena, com apoio da Adiyia Birla Novelis, e apoio institucional da UNESCO e do MASP, sirva como um norte para um recomeço, uma transformação real para uma Cultura de Paz.

Para ver o início da celebração:



E as fotos 'falam' por si! Por gentileza, visite nossa página no Facebook para ver o álbum completo.

O elenco completo agradece.
Foto: Daia Mistieri
João Signorelli interpreta Gandhi e lê carta da escritora
Cecília Meirelles enviada ao Mahatma,
Foto: Daia Mistieri.