Por amor a Gandhi

O jovem profressor Shang - um dos maiores estudiosos dos escritos de Gandhi na China - lança seu mais recente projeto.

Gandhi Institute Bombay Sarvodaya Mandal & Gandhi Research Foudation

Shang Quanyu se apaixonou por Mahatma Gandhi quando era um jovem estudante de graduação em Xian, cidade central chinesa conhecida por seus guerreiros de terracota. Shang estudou com um velho especialista em Índia" na Northwest University, Peng Shu Zhi, quem primeiro lhe apresentou os escritos de Gandhi. Shang foi fisgado e acabaria fazendo seu doutoramento sobre Gandhi. Hoje, ele talvez seja um dos maiores especialistas na China sobre os livros de Gandhi, e escreveu vários livros sobre sua filosofia.

O legado da Rio+20

Planeta Na Rio+20

Para analisar os resultados da Rio+20 e da grande mobilização que ela provocou, como também o contexto pós evento e soluções para o futuro, o movimento Planeta Sustentável realizou debate que reuniu ontem – na sede da Editora Abril, em São Paulo – personalidades importantes com participação ativa na conferência como Fábio Barbosa, Eduardo Giannetti, Justiniano Neto e Aron Belinky. A conversa foi mediada por André Lahoz, diretor de redação da revista Exame. Na plateia, 120 pessoas, entre especialistas em sustentabilidade, executivos e jornalistas. (Veja a lista de empresas e organizações participantes no final deste post e as imagens do encontro na galeria O legado da Rio+20).

Fábio Barbosa, presidente da Abril S.A. – que, durante a conferência participou dos Diálogos Sustentáveis da ONU, do Fórum do Pacto Global, do Fórum do BASD e do Rio+Social organizado pela UN Foundation da qual é conselheiro e recebeu o prêmio Champions of the Earth, do Pnuma -, foi o primeiro a falar. Para ele, ficou muito claro que os governos não conseguirão agir sozinhos e que devem ser pautados pelos anseios da sociedade, por isso mesmo, a mobilização da sociedade civil foi tão importante. “Já vemos hoje jovens mais conscientes, preocupados por exemplo, com a emissão de CO2 do carro que pretendem comprar”, disse. “Consumidores e empresas devem ser protagonistas e fatores determinantes para que o tema sustentabilidade avance”. Barbosa afirmou, ainda, que esse tema não pode ser visto como um mecanismo restritivo ao crescimento, mas como uma oportunidade de desenvolvimento de novos negócios. “Saímos da Rio+20 com uma visão mais madura, com uma nova visão para nossa sociedade”.

"Pensamos de maneira sistêmica, mas em qual direção?": áudio, apresentação e fotos

Já estão disponíveis para download a íntegra do áudio e a apresentação do Prof. Dr. Antonio Carlos Valença no 98º fórum do Comitê da Cultura de Paz - Pensamos de maneira sistêmica, mas em qual direção?, realizado dia 14 de agosto, no Masp.

Ambos os conteúdos estão sob licença Creative Commons: podem ser baixados e compartilhados, desde que citada a fonte, mas não devem ser fragmentados ou comercializados.

2º Seminário sobre Educação e Cuidados na Primeira Infância

2º Seminário sobre Educação e Cuidados na Primeira Infância
Data: 7 e 8 de agosto
Horário: a partir das 8 horas
Local: UNIPACE - Edifício Deputado José Euclides Ferreira Gomes, na rua Barbosa de Freitas, Anexo II da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará


Promover um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências municipais sobre as crianças para incentivar uma melhor educação, cuidados e a multiplicação de práticas exemplares. Esse é o objetivo do 2º Seminário sobre Educação e Cuidados na Primeira Infância que acontece nos próximos dias 7 e 8 de agosto, às 8 horas. O evento é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação, em parceira com o Banco Mundial e o Instituto Zero a Seis. O seminário acontecerá na Universidade do Parlamento Cearense (Unipace), ligada à Assembleia Legislativa, que apoia a iniciativa. Estarão presentes a secretária Izolda Cela, a representante do Banco Mundial, Carla Paredes, e a presidente do Instituto Zero a Seis, Vera Melis Paolillo.

Durante o Seminário que pretende reunir 400 participantes, serão apresentados 10 exemplos de boas práticas que estão acontecendo nos municípios cearenses. Juntamente com mais 40 ações, farão parte de um mapeamento nacional para efeito de troca de experiências bem sucedidas na primeira Infância. Há projetos que visam incentivar a leitura e a escrita, e ao mesmo tempo, abordam questões voltadas ao meio ambiente, cultura, família, entre outros aspectos.

Para seu conhecimento

Carta do I Encontro Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadores Negros em Saúde da População Negra


As iniqüidades em saúde vivenciadas pela população negra brasileira, resultantes das desigualdades históricas do país, impactam diretamente nas condições de vida dessas pessoas que, além de morrerem mais jovens, apresentam maiores taxas de mortalidade por causas evitáveis e maiores frequências de doenças crônicas e infecciosas. Para aprofundar as discussões sobre as pesquisas no campo da saúde da população negra e debater a implementação das políticas de saúde voltadas para negras e negros a Associação Brasileira de Pesquisadores (as) Negros (as) – ABPN; reunidos no VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE) realizamos o I Encontro de Pesquisadoras e Pesquisadores em Saúde da População Negra nos dias 15 e 16 de julho na Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), em Florianópolis-SC.

Considerando os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no Plano de Ação da III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (Durban, 2001) reafirmados na Conferência de Revisão de Durban (Genebra, 2009) e na Reunião de Alto Nível da Assembléia Geral das Nações Unidas no 10º Aniversário da Declaração e Programa de Ação de Durban (Genebra, 2010).

Iniciativa reúne jovens pela paz na Argentina e concurso internacional

A organização argentina Mil Milênios de Paz está organizando o 1º Encontro de Embaixadores e Embaixadoras da Paz, "A cultura e a paz em um mundo sustentável", que integra o projeto transdisciplinar "Construindo um mundo melhor sob a bandeira da paz". O objetivo é que o Encontro seja um ponto de partida de ações futuras conjuntas dedicadas a inspirar, facilitar e educar para uma Cultura de Paz e Unidade na Argentina e com outros países.

Em celebração ao dia 2 de outubro, Dia Internacional da Não-violência, a organização está promovendo a exposição de cartazes "Falemos de paz em paz". A convocatória para a seleção de 78 cartazes já está aberta e irá até 1º de setembro. Conheça os detalhes no blog ttp://diainternacionalnoviolencia.blogspot.com.ar/.

Outras informações e formas de participação podem ser solicitadas através do e-mail info@milmilenios.org.ar e no site da organização: www.milmilenios.org.ar.

14/08: Pensamos de maneira sistêmica, mas em qual direção?


Este é o tema do 98º fórum do Comitê da Cultura de Paz, com Prof. Dr. Antonio Carlos Valença. 
14 de agosto, 19h, no MASP. Entrada franca.


Quando pensamos de modo sistêmico, há garantia de que estamos nos encaminhando para boas escolhas, valores construtivos, propósitos sustentáveis?

Ao raciocinar e construir sentido contextualizado estamos indo além das balizas do pensamento reducionista-mecanicista. Crianças e adultos são capazes de afirmar, expandir, justapor, comparar, diferenciar, negar e contrapor conceitos. Tal processo repousa em estruturas profundas, arquetípicas, algumas condicionadas, que estão na base de nosso modelo mental.

Mas qual a finalidade e direção desse raciocínio? Seria de se esperar que esse dom precioso nos levasse para estruturas conceituais propiciadoras do solidário, sustentável, verdadeiro, justo, belo e bom. A maioria não deseja para si o feio, a injustiça, a mentira, o isolamento, a fragmentação.

O que temos feito com nossa capacidade de decodificar o mundo, formar conceitos e estruturas de pensamento, avaliar, criar propósitos e objetivos? Como se processa esta dinâmica mental que, embora sistêmica, tem fragmentado nossa visão do mundo e desestruturado nossa vida familiar, escolar, comunitária, empresarial?

Haveria modo de educar nossos processos de raciocínio na direção de horizontes onde figurem o adequado, consistente, coerente, justo e estético?

Antônio Carlos Valença é consultor organizacional e diretor técnico da Valença & Associados – Aprendizagem Organizacional. Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia e doutor em Comportamento Organizacional pela Case Western Reserve University, com especializações na Universidade de Harvard, no Symlog Consulting Group, na High Performance Systems e na Appreciative Inquiry Network. Professor da pós-graduação em Pensamento Sistêmico e Aprendizagem Organizacional da UFPE. Criador da metodologia Mediação- Método de Investigação Apreciativa da ação-na-ação (2007,2009). Autor, entre outros, de Aprendizagem Organizacional – 123 Arquétipos Sistêmicos (SENAC).

Meio ambiente: brasileiro está mais consciente

Levantamento é o mais amplo painel sobre o tema realizado no país, com 20 anos de dados comparativos.

Letícia Verdi
Ministério do Meio Ambiente


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse, nesta quarta-feira (06/06), que o brasileiro começa a tomar consciência sobre a importância de sua participação em relação a questões ambientais. Ao divulgar, no Rio, os resultados da pesquisa sobre o tema, ela concluiu que a amostragem revela que a população percebe a descentralização da responsabilidade em relação ao meio ambiente. "Nós precisamos oferecer os caminhos para uma mudança de comportamento", afirmou. "A responsabilidade é compartilhada entre governo, empresas e sociedade. É hora de olhar pra os deveres e não só para os direitos".

Realizada desde 1992, a pesquisa "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável" apresenta, na edição 2012, resultados inéditos. Mostra, por exemplo, uma evolução significativa na consciência ambiental dos brasileiros. O indicador mais relevante desta transformação está no número de pessoas que, 20 anos atrás, não sabiam mencionar sequer um problema ambiental na sua cidade ou no seu bairro. Este número diminuiu para 10% este ano, em relação aos 46% de 1992.

A pesquisa aborda, ainda, os principais problemas ambientais identificados pelos brasileiros no Brasil e no mundo; como os brasileiros avaliam a atuação de órgãos públicos e empresas privadas na conservação ambiental; hábitos de consumo e reciclagem; a disposição do brasileiro para se engajar na solução de problemas ambientais; meios que a população usa para se mobilizar e se informar sobre questões ambientais e o que mais os orgulha no país.

Confira os dados da pesquisa

O legado de Gandhi permanece

Escultura doada pelo governo da Índia à 
cidade de São Paulo, através da Associação
Palas Athena, marca o Espaço Gandhi, 
defronte o Parque do Ibirapuera.
De Rabindranath Tagore, passando por Mohandas Gandhi e chegando a Amartya Sen, grandes mentes indianas têm abordado a necessidade de educação holística para a paz e desenvolvimento pessoal. Este legado secular é refletido nas metas de um novo instituto da UNESCO.

UNESCO Brasil

O Mahatma Gandhi Instituto de Educação para a Paz e Desenvolvimento Sustentável (MGIEP, na sigla em inglês), a ser inauguradao em Nova Delhi no final deste ano, será a última novidade de uma longa linha de iniciativas que nos lembram que o legado de Gandhi perdura.

"Se quisermos alcançar a verdadeira paz neste mundo e se quisermos exercer uma verdadeira guerra contra a guerra, teremos de começar com as crianças". Estas palavras foram levadas a sério pelos dois seguidores do Bapu da Índia (“pai”) que fundaram a Cidade Escola Montessori - ganhadora do Prêmio Educação para a Paz 2002 da UNESCO - que se destaca como uma das muitas encarnações de palavras de Mahatma: a filosofia da escola é disseminar "um ser humano bom, um bom membro de uma família, um bom membro de uma comunidade, um bom cidadão de um país, um bom cidadão do mundo" em cada um dos alunos, por meio de uma possível e ampla educação em prol da tolerância e da paz.

Um em cada cinco brasileiros sofreu punição física regular na infância

A explicação mais provável para o fenômeno é que as vítimas de punição corporal abusiva na infância têm maior probabilidade de adotar a violência como linguagem ao lidar com situações do cotidiano. Assista também ao vídeo "Children see, children do".

Agência FAPESP


Uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma regular – uma vez por semana ou mais. Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que a palmada, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias.

O levantamento foi feito em 2010 e divulgado este mês pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. O objetivo da pesquisa, segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV, foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos em relação à violência, aos direitos humanos e às instituições encarregadas de garantir a segurança.