Globalização econômica deve ter direitos humanos como referência, diz especialista da ONU

Fonte: ONU Brasil

O especialista das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, pediu hoje (26/01) aos ministros reunidos no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos esta semana, que se reconheça a relação dos direitos humanos com a globalização. “Os direitos humanos devem penetrar e dar uma nova direção à globalização de forma que as estratégias que estão sendo procuradas possam retomar e expandir a economia global”.

De Schutter sustenta que “os acordos de investimento e trocas bilaterais são o portão através do qual a globalização atravessa pelo quadro econômico de um país e frequentemente sacode as bases de uma economia. (Por isso), os governos dos Estados soberanos devem submeter qualquer acordo à ‘prova dos direitos humanos’, avaliando os impactos afim de cumprir as obrigações com os seus cidadãos”.

O que você deseja para 2012?

Esperanças e desejos... esperar e realizar. Veja o depoimento de personagens da cidade de São Paulo sobre o que querem para 2012 e o que podemos fazer para que esses sonhos se realizem. São reflexões de Lia Diskin, coordenadora do Comitê da Cultura de Paz, do monge zen-budista João Koun e do fundador da ONG Doutores da Alegros, Wellington Nogueira.

O filme foi produzido para o portal Web Motors, com o tema "paz no trânsito".

10/12: Dia Internacional dos Direitos Humanos

São apenas 30 artigos de uma Declaração fundamental para nossa condição humana, para nossa convivência harmoniosa em respeito a todos os outros seres. Hoje, especialmente, vale a leitura e a reflexão sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Resolução 217 A [III] da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10/12/1948.

São direitos que todos temos simplesmente por sermos humanos. O vídeo abaixo, produzidos pela organização United for Human Rights ilustra a necessidade de revisitarmos a Declaração cotidianamente.

"Território do Brincar": encontro com a criança brasileira


A partir de 2012, a educadora Renata Meirelles e o documentarista David Reeks voltam à estrada para percorrer, durante dois anos, uma geografia de saberes da cultura infantil de diversas regiões brasileiras.

Seguindo um trabalho que já fazem há 16 anos, continuarão ouvindo o que dizem as crianças de nosso país, dando voz aos seus gestos, saberes e fazeres, principalmente através da sua linguagem mais genuína: o brincar. A diversidade de um país como o Brasil vista pelos olhos da criança, que nos apresenta sua realidade baseado, essencialmente, na espontaneidade típica infantil.



Bronca do menino de 14 anos: cale a boca e plante uma árvore

Por Haroldo Castro
Revista Época


Entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro, acontecerá em Durban, África do Sul, a COP-17, mais uma rodada de negociações sobre mudanças climáticas. Quem participou de algumas conferências globais sobre a questão ambiental sabe que os principais frutos destes debates são palavras, palavras e mais palavras. O blá-blá-blá de sempre, muita conversa e nenhuma ação. O que salva estas reuniões tediosas entre políticos, cientistas e conservacionistas são os contatos interpessoais e as sinergias que acontecem entre indivíduos.

Há algumas semanas, participei na Itália de um encontro de jornalistas ambientais de 30 países. Sonolento após uma palestra de um professor universitário, vi um adolescente de óculos entrar na plateia. Vestido de jeans, camiseta branca e tênis, ele parecia qualquer menino europeu. 

Campanha "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero"

Conheça a íntegra do anúncio da campanha, realizada entre os dias 25 de novembro [Dia Internacional contra a Violência contra as Mulheres] e 10 de dezembro [Dia Internacional dos Direitos Humanos], com o tema Da Paz no Lar à Paz no Mundo: Vamos Desafiar o Militarismo e Acabar com a Violência Contra as Mulheres!

Fonte: Centro para a Liderança Global das Mulheres

Para explorar algumas das estruturas sociais mais profundas que promovem e perpetuam a violência contra mulheres e meninas, no ano passado, o Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) lançou um tema de campanha de vários anos sobre as intersecções entre o militarismo e a violência contra as mulheres. Embora existam muitas maneiras diferentes para definir o militarismo, a definição com a qual trabalhamos caracteriza o militarismo como uma ideologia que cria uma cultura de medo e apóia o uso de violência, agressão ou intervenções militares para a resolução de litígios e a imposição de interesses econômicos e políticos. O militarismo também privilegia certas formas de masculinidade violenta, que muitas vezes tem consequências graves para a verdadeira segurança e proteção das mulheres, dos homens que não se conformam com esses papéis, e da sociedade como um todo. Eventos mundiais atuais - incluindo intervenções militares, feminicídios, ataques a civis que participam de mudanças políticas, conflitos em curso etc - exemplificam as várias formas em que o militarismo influencia como vemos os nossos vizinhos, nossas famílias, nossa vida pública, e outras pessoas no mundo.

O que é sustentabilidade?

"Nada é o bastante para quem considera pouco o que é suficiente." A Profa. Lia Diskin, co-fundadora da Associação Palas Athena e coordenadora do Comitê da Cultura de Paz, remete-se a esta frase de confúcio para explicar sua visão de sustentabilidade para a campanha do Instituto Jatobás, "O que é sustentabilidade?".

Veja a entrevista.

16 de novembro: Dia Internacional da Tolerância

Desde 1995, o dia 16 de novembro é celebrado como o Dia Internacional da Tolerância, com base na Declaração de Princípios sobre a Tolerância da UNESCO.

Este é um documento internacional de referência sobre um tema que, muitas vezes, é confundido com o ato de tudo tolerar. Ao contrário, a Declaração afirma que tolerância não é aceitação, condescendência ou indulgência. "A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro." E vai além, ao afirmar que "é uma virtude que torna a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz".

Conheça a íntegra da Declaração e ajude a difundi-la, estudá-la e aplicá-la.

Maridos buscam ajuda de ONG para deixar de bater nas mulheres

Por Laila Garroni
Portal Terra, 07/11/2011

A atenção voltada à temática da violência doméstica e o seu combate tem se intensificado desde a criação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006. Mas enquanto as mulheres são o foco principal das políticas públicas, há quem trabalhe na outra ponta do problema: os homens que as agridem. Um exemplo é o Instituto Noos, no Rio de Janeiro, que desde 1999 atendeu cerca de 300 homens que procuraram, espontaneamente, ajuda para pararem de bater em suas mulheres.

Segundo o secretário-executivo do instituto, Carlos Zuma, o principal foco de atenção quando se fala em violência doméstica é a vítima, que majoritariamente é a mulher. Mas "de alguns anos para cá" houve uma mudança cultural e "se pensou também em dar algum tipo de atenção aos homens". "Aos homens que, geralmente, são os que cometem violência, a questão era só de responsabilizar pelo ato de violência, ou seja, de punir de alguma maneira", disse.