Bronca do menino de 14 anos: cale a boca e plante uma árvore

Por Haroldo Castro
Revista Época


Entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro, acontecerá em Durban, África do Sul, a COP-17, mais uma rodada de negociações sobre mudanças climáticas. Quem participou de algumas conferências globais sobre a questão ambiental sabe que os principais frutos destes debates são palavras, palavras e mais palavras. O blá-blá-blá de sempre, muita conversa e nenhuma ação. O que salva estas reuniões tediosas entre políticos, cientistas e conservacionistas são os contatos interpessoais e as sinergias que acontecem entre indivíduos.

Há algumas semanas, participei na Itália de um encontro de jornalistas ambientais de 30 países. Sonolento após uma palestra de um professor universitário, vi um adolescente de óculos entrar na plateia. Vestido de jeans, camiseta branca e tênis, ele parecia qualquer menino europeu. 

Campanha "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero"

Conheça a íntegra do anúncio da campanha, realizada entre os dias 25 de novembro [Dia Internacional contra a Violência contra as Mulheres] e 10 de dezembro [Dia Internacional dos Direitos Humanos], com o tema Da Paz no Lar à Paz no Mundo: Vamos Desafiar o Militarismo e Acabar com a Violência Contra as Mulheres!

Fonte: Centro para a Liderança Global das Mulheres

Para explorar algumas das estruturas sociais mais profundas que promovem e perpetuam a violência contra mulheres e meninas, no ano passado, o Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) lançou um tema de campanha de vários anos sobre as intersecções entre o militarismo e a violência contra as mulheres. Embora existam muitas maneiras diferentes para definir o militarismo, a definição com a qual trabalhamos caracteriza o militarismo como uma ideologia que cria uma cultura de medo e apóia o uso de violência, agressão ou intervenções militares para a resolução de litígios e a imposição de interesses econômicos e políticos. O militarismo também privilegia certas formas de masculinidade violenta, que muitas vezes tem consequências graves para a verdadeira segurança e proteção das mulheres, dos homens que não se conformam com esses papéis, e da sociedade como um todo. Eventos mundiais atuais - incluindo intervenções militares, feminicídios, ataques a civis que participam de mudanças políticas, conflitos em curso etc - exemplificam as várias formas em que o militarismo influencia como vemos os nossos vizinhos, nossas famílias, nossa vida pública, e outras pessoas no mundo.

O que é sustentabilidade?

"Nada é o bastante para quem considera pouco o que é suficiente." A Profa. Lia Diskin, co-fundadora da Associação Palas Athena e coordenadora do Comitê da Cultura de Paz, remete-se a esta frase de confúcio para explicar sua visão de sustentabilidade para a campanha do Instituto Jatobás, "O que é sustentabilidade?".

Veja a entrevista.

16 de novembro: Dia Internacional da Tolerância

Desde 1995, o dia 16 de novembro é celebrado como o Dia Internacional da Tolerância, com base na Declaração de Princípios sobre a Tolerância da UNESCO.

Este é um documento internacional de referência sobre um tema que, muitas vezes, é confundido com o ato de tudo tolerar. Ao contrário, a Declaração afirma que tolerância não é aceitação, condescendência ou indulgência. "A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro." E vai além, ao afirmar que "é uma virtude que torna a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz".

Conheça a íntegra da Declaração e ajude a difundi-la, estudá-la e aplicá-la.

Maridos buscam ajuda de ONG para deixar de bater nas mulheres

Por Laila Garroni
Portal Terra, 07/11/2011

A atenção voltada à temática da violência doméstica e o seu combate tem se intensificado desde a criação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006. Mas enquanto as mulheres são o foco principal das políticas públicas, há quem trabalhe na outra ponta do problema: os homens que as agridem. Um exemplo é o Instituto Noos, no Rio de Janeiro, que desde 1999 atendeu cerca de 300 homens que procuraram, espontaneamente, ajuda para pararem de bater em suas mulheres.

Segundo o secretário-executivo do instituto, Carlos Zuma, o principal foco de atenção quando se fala em violência doméstica é a vítima, que majoritariamente é a mulher. Mas "de alguns anos para cá" houve uma mudança cultural e "se pensou também em dar algum tipo de atenção aos homens". "Aos homens que, geralmente, são os que cometem violência, a questão era só de responsabilizar pelo ato de violência, ou seja, de punir de alguma maneira", disse.

Paz dentro da Psicologia Genética

Foto: NEP/UEPG
Por Carlos Alberto Mayer
NEP/UEPG

O Núcleo de Estudos e Formação de Professores em Educação para a Paz e Convivências da Universidade Estadual de Ponta Grossa (NEP/UEPG), realizou dia 21/09 um evento que contou com a participação da professora Nádia Badue Freire, pesquisadora e coordenadora do Grupo de Estudos em Educação para a Paz e Tolerância, da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (GEEPAZ/FE-Unicamp). Na oportunidade Nádia proferiu palestra como parte das ações do NEP/UEPG referentes à Semana da Paz em Ponta Grossa, instituída pela Lei Municipal n. 8280, de novembro de 2005, com o objetivo de promover a reflexão sobre violências e alternativas para a prevenção. 

Segundo o coordenador, professor Nei Alberto Salles Filho, a professora Nádia Badue Freire, abordou a temática Educação para a Paz sob o prisma da Psicologia Genética. Ela fez afirmações sobre a importância dos estudos de Jean Piaget na construção de referências teóricas sobre tolerância moral que contribuam no processo de educar para a paz. “Nesse sentido, a Educação para a Paz configura-se como desenvolvimento do ser humano em todos os aspectos, essa foi uma das principais mensagens da palestra”, destaca. A professora Nádia ainda comentou sobre o trabalho do grupo GEEPAZ/Unicamp, que tem realizado pesquisas e formação de educadores na área da Educação para a Paz nos últimos anos.

Londrina tangibilizou a paz; não há mundo sustentável sem paz, afirma Andre Trigueiro

Esteve em Londrina, dias 17 e 18 de setembro de 2011, o jornalista André Trigueiro para participar de três eventos: duas palestras e o 3° Abraço no Lago. A primeira palestra teve como tema "Mídia de Paz - A contribuição da imprensa na construção do mundo sustentável “, e a segunda palestra, "Espiritismos e Ecologia", ambas realizadas no Blue Tree Hotel.

A segunda palestra está disponível em DVD na videoteca do Centro Espírita Nosso Lar, na Rua Santa Catarina 429, Londrina. Outras informações sobre o vídeo podem ser obtidas com Marinei Ferreira Rezende pelos fones [43] 3324-6843/ 9113-7415 ou e-mail marineif2001@gmail.com. Marinei é representante da 16° URE União Regional Espírita.

Ouça a  entrevista com André Trigueiro para a CBN no link http://glo.bo/v1ve7C

Selo identificará lojas que não vendem armas de brinquedo

Empresários deveriam solicitar selo até o dia 11/11; entrega será realizada durante solenidade oficial na Câmara de Vereadores

A partir deste ano, os empresários da cidade que não comercializam armas de brinquedo serão identificados com um selo, concedido pela Prefeitura de Londrina e Câmara de Vereadores. É o que prevê a lei 11309/2011 aprovada pelo Legislativo e sancionada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) por meio de projeto de lei da vereadora Sandra Graça (PP) que reforça a legislação atual que proíbe a venda de armas de brinquedo em Londrina. Os interessados em receber a certificação têm prazo até a próxima sexta-feira (11/11) para protocolar requerimento na Prefeitura de Londrina solicitando a concessão do selo que terá a grafia "Arma não é brinquedo...dê abraços. Lei 9188/2003" e validade de dois anos.

Armas nucleares, cidades e o Brasil

Artigo publicado na Folha de S. Paulo, 17/10/2011
Por João Coser, Pol Helena Dhuyvetter e Takashi Morita


Foto: Huffington Post, com cortesia
da Life.com

Mais que simples objetos de status, armas nucleares têm objetivo de destruição que indiscrimina inocentes e que pode dizimar cidades inteiras

Armas nucleares podem parecer irrelevantes ao Brasil contemporâneo, mas não por acaso a presidente Dilma Rousseff levantou o tema novamente perante a ONU, em 22 de setembro último. Em suas palavras, "temos, sim, de avançar na reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele tem sido o baluarte da lógica do privilégio nuclear".

De fato, as estimadas 20 mil bombas restantes perpetuam um modelo de poder que o Brasil, como único país do Bric a não possuí-las, incansavelmente busca modificar. Mais do que simples objetos de status, armas nucleares têm um objetivo de destruição que indiscrimina inocentes. Além disso, podem aniquilar toda uma cidade, pondo fim a tudo o que gerações de prefeitos e cidadãos construíram. 

Nas palavras do secretário-geral da ONU, "enquanto essas armas existirem, ninguém está seguro". Cientistas alertam que a incineração de apenas 20 delas teria um impacto catastrófico no clima, levando à fome em escala global. Armas nucleares e mudança climática vêm sendo reconhecidas como os dois maiores desafios à segurança da sobrevivência humana. Tendo presenciado a devastação de suas cidades, os prefeitos de Hiroshima e Nagasaki criaram em 1982 uma rede internacional, levando a voz ativa dos governos locais em temas de paz e desarmamento, a Prefeitos pela Paz.

Prevenção das violências escolares: experiências possíveis a partir do cotidiano

Pensar e concretizar alternativas para a violência escolar deixaram de ser utopia em muitas escolas. Nesses espaços, as formas de promover convivências escolares mais adequadas, nas quais a não-violência e a reflexão sobre direitos e valores humanos, já fazem parte do cotidiano. Este processo vai sendo entendido como Educação para a Paz, considerando a questão de que uma possível Cultura de Paz só pode ser construída com um processo que envolve educar para a paz, ou seja, entender violências, conflitos e paz como faces interligadas e dinâmicas no contexto escolar.