13/08: Inquietações–Inovações Sociais _____ O coletivo em busca de uma nova cara


106º Fórum do Comitê da Cultura de Paz
parceria UNESCO – Palas Athena




Mesa com 
Mara Mourão, André Gravatá e Djalma Santos

 


Os efeitos psicológicos, emocionais e comportamentais das inúmeras guerras e conflitos do século 20 na comunidade global, somados e refletidos em um disseminado modelo de desenvolvimento competitivo e excludente nos leva, como diria Edgar Morin, rumo ao abismo.

Ainda segundo o pensador, temos como alternativa ao colapso, a metamorfose. Talvez sejam nos incontáveis movimentos de Inovação Social que surgem diariamente, que encontraremos modelos sustentáveis, inclusivos e criativos de nos organizar.

É para esse sentido que olharemos no 106º Fórum do Comitê da Cultura de Paz.

O filme Quem se importa, de Mara Mourão, retrata este panorama através de exemplos de pessoas comuns que encontraram soluções criativas para problemas sociais e impactaram positivamente suas comunidades. A diretora tecerá ainda reflexões e comentários sobre o Setor Social e a experiência de elaboração do filme.

O pesquisador André Gravatá apresentará em seguida novas experiências e visões educacionais que ocorrem ao redor do mundo. Visões que concebam as escolas como lugares de estímulo à cooperação, criatividade, solidariedade e empatia. Iniciativas com propostas que valorizam a diversidade, que permitem o exercício de distintas inteligências e possibilitam encontrar os percursos de aprendizagem que se adéquam ao que desejam para seus futuros. 

Temos muitos exemplos de organizações inovadoras no Brasil. Dentre elas a Rede Cultural Beija-Flor destaca-se pelo intenso e contínuo trabalho realizado com crianças e jovens em situação de risco social na cidade de Diadema – SP. Djalma Santos, vice-presidente da Rede, fechará a mesa apresentando as experiências e os sonhos de quem atua diariamente no desbravamento de novas vias. 


ENTRADA FRANCA
13 de agosto de 2013 • terça-feira • 19 horas 
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de
 São Paulo
Av. Paulista, 1578 -
 São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô

Não é necessário fazer inscrição antecipada



Mara Mourão: diretora, roteirista e produtora de longas-metragens, documentários, comerciais e programas de TV. Dirigiu 4 longas-metragens, 22 episódios de uma série de TV e inúmeros comerciais para o mercado publicitário.

André Gravatá: jornalista, ativista da área da educação, escritor de ficção e microrrevolucionário. Colaborador da Superinteressante e Vida Simples. Membro do coletivo Educ-ação, que desenvolve um livro sobre iniciativas educacionais inovadoras espalhadas pelos cinco continentes.

Djalma Santos: educador social, músico e há 10 anos vice-presidente da Rede Cultural Beija-Flor, que atende cerca de três mil crianças e jovens em seus quatro núcleos de desenvolvimento socioeducativo e comunitário. 

Realização: Comitê da Cultura de Paz



Áudio do 105º fórum para download

Profa. Dra. Luciane Lucas dos Santos
Fotos: Flávia Faria.

A dignidade humana foi o elemento central deste 105º fórum, Os impactos do modelo de desenvolvimento na dignidade humana – interculturalidade e construção de novas sociabilidades como antídoto à violência estrutural. Aqui, o link para baixar a íntegra do áudio.

A Profa. Dra. Luciane Lucas dos Santos discutiu a violência intrínseca ao modelo de desenvolvimento neoextrativista que a globalização hegemônica tem disseminado nos países latino-americanos. Neste sentido - e tendo por base de reflexão os conceitos de fascismo social, sociologia das ausências e linha abissal de Boaventura de Sousa Santos -, refletiu não só sobre as hierarquias hoje estabelecidas entre diferentes saberes, temporalidades, escalas e perspectivas de produção, como também sobre o impacto destas hierarquias na dignidade humana. 

A Profa. Dra. Luciane Lucas dos Santos é pesquisadora pós-doc no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (Portugal), sob a supervisão do Prof. Dr. Boaventura de Sousa Santos. Atualmente, sua pesquisa está relacionada aos seguintes temas: teoria crítica do consumo, economia solidária, redes solidárias de trocas e economias originárias campesinas.

Apresentação do 104º fórum para download

Adriana Fóz.


















O Grande Auditório do MASP lotou para ver e ouvir a educadora e pesquisadora Adriana Fóz, no 104º fórum do Comitê da Cultura de Paz: Neurociência e Educação - Novos Desafios e Conhecimentos, realizado dia 7 de maio.

Aqui, o link para baixar a apresentação de Adriana Fóz, em PDF. O áudio não está disponível para download.

Fotos: Luiz Góes



Ajustes no site do Comitê

Algumas páginas do site do Comitê da Cultura de Paz estão corrompidas, 
mais propriamente as que se referem aos fóruns realizados em 2013. 

Pedimos escusas pelo inconveniente e avisamos que os necessários ajustes estão sendo realizados. O restante está funcionando normalmente, mas se encontrar algo incomum, por gentileza, avise-nos!

11/06, 19h: Os impactos do modelo de desenvolvimento na dignidade humana

105º Fórum do Comitê da Cultura de Paz - parceria UNESCO - Palas Athena


A Profa. Dra. Luciane Lucas
dos Santos é pesquisadora 
pós-doc no Centro de Estudos
Sociais da Universidade de
Coimbra, Portugal.
Os impactos do modelo de desenvolvimento na dignidade humana 
- interculturalidade e construção de novas sociabilidades como antídoto à violência estrutural

Profª Dra. Luciane Lucas dos Santos

A violência pode manifestar-se de muitas e diferentes formas - nem todas explícitas ou evidentes à primeira vista. O modelo de desenvolvimento que um país adota, por exemplo, pode constituir-se, paradoxalmente, num vetor de violência - tanto por conta das representações hegemônicas que aciona e dissemina no tecido social, quanto pela naturalização de hierarquias que estabelece. As ideias de progresso e desenvolvimento não raro transformam-se em desrespeito à diversidade e às diferentes temporalidades que marcam as formas múltiplas de organização da vida. O pensamento moderno ocidental - que, segundo Boaventura de Sousa Santos, opera por linhas abissais - fundamenta e legitima esta violência estrutural, encarregando-se de não só definir as experiências e saberes válidos como também classificar todo o resto como irrelevante.

"I have a dream" - 50 anos de um discurso que mudou a história

Na próxima terça-feira, dia 9 de abril, às 19h, o Comitê da Cultura de Paz realizará seu 103º fórum no Grande Auditório do MASP, dentro do escopo da Semana Martin Luther King, organizada pela Associação Palas Athena anualmente. Veja o programa completo aqui.

Abaixo, o convite da Profa. Lia Diskin, cofundadora da Palas e coordenadora do Comitê.


Caros parceiros na Cultura de Paz,
Poucos são os discursos que guardam o poder de nos comover após décadas de terem sido proferidos. Entre eles, ainda ecoa o que Martin Luther King ofereceu a centenas de milhares de pessoas reunidas em Washington, frente à estátua de Lincoln, ávidas de encerrar uma longa e dramática história de discriminação racial e vergonhosa impostura – cujos fantasmas ainda estão presentes, mesmo no Brasil.
Neste 103º Fórum do Comitê da Cultura de Paz, que conta com o apoio institucional do Consulado dos Estados Unidos, a reflexão e a arte dialogam em torno do Sonho de Martin Luther King, convocando para “ninguém ser julgado pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”.
Terça-feira, 9 de abril, às 19 horas, no Grande Auditório do MASP, com entrada franca.
O programa segue abaixo e sugerimos que disponibilizem nas suas redes, visto que o Sonho ainda tem muito a ecoar para ganhar a condição irreversível de ação transformadora.
Este fórum acontece no escopo da Semana Martin Luther King, que a Associação Palas Athena promove anualmente no mês de abril, faz dez anos. Apresentações artísticas, palestras e vídeo-diálogos estão programados, sempre com entrada franca, em diversas unidades dos CEUs. Confira no site www.palasathena.org.br.

Janusz Korczak - O Educomunicador

A Profa. Dra. Liana Gottlieb, da Associação Janusz Korczak do Brasil, produziu um texto sobre Janusz Korczak para a revista da pós-graduação do IMES e, graciosamente, o cedeu para publicação. Será uma excelente base para conhecer melhor este gigante de abnegação e compromisso pedagógico.

"Janusz Korczak era um dos pseudônimos de Henryk Goldszmit. Ele o usou, pela primeira vez, em 1898, quando era estudante e participou da competição literária I. Paderewski. A peça em quatro atos com que concorreu chamava-se Któredy? (De que modo?) (Lewowicki, 1998). Korczak recebeu uma menção honrosa com esta peça." 
Para continuar lendo o artigo, clique aqui.

Fóruns temáticos: temporada 2013 começa dia 12/03

A temporada 2013 dos fóruns temáticos do Comitê da Cultura de Paz terá início nesta terça-feira, 12 de março, às 19h, no Grande Auditório do MASP, com o tema "JANUSZ KORCZAK - Uma vida que se renova nos direitos de cada criança" e os palestrantes Silvio Hotimsky e Celso Zilbovicius.

Veja o programa completo aqui.

Abaixo, o convite da coordenadora do Comitê, Profa. Lia Diskin.

Mui estimados parceiros na Cultura de Paz,
Abrimos a Temporada 2013 dos nossos Fóruns Temáticos com um gigante de abnegação e compromisso pedagógico – Janusz Korczak. A ele devemos grande parte das descobertas sobre o mundo infantil, suas necessidades, seu desenvolvimento afetivo e cognitivo, seu maravilhamento frente à vida.
Contudo, o Dr. Korczak não apenas legou conhecimentos sobre uma etapa da existência humana. Ele nos ofereceu sua própria vida como fonte de estudo acerca do potencial luminoso da alma, da capacidade de sobrepor interesses pessoais para cuidar dos outros e sustentar os princípios da dignidade em condições de brutalidade declarada.
Terça-feira, 12 de março, 19 horas, Grande Auditório do MASP, com entrada franca. Convide suas redes, disponibilize o programa deste Fórum, polinize as possibilidades de reflexão que nos oferece este encontro.
Em renovado empenho, abraços cordiais,
Lia Diskin
Coordenadora do Comitê

Para viver além de Narciso


Lia Diskin disseca ultra-individualismo das sociedade submissas aos mercados, mas aposta nos novos valores da juventude e numa política despartidarizada


Entrevista a Inês Castilho | Imagem: David RevoyNascissus & Echo (detalhe)
A vida é um fenômeno que resulta de relações: “não existe vida no isolamento”, ensina a professora e conferencista argentina Lia Diskin – em entrevista realizada para o estudo Política Cidadã, produzido pelo instituto Ideafix para o IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade). Os valores que deveriam nos orientar são, portanto, interdependência, empatia, solidariedade, cooperação, partilhamento: “a compreensão de que estamos imersos em uma comunidade viva que nos sustenta”. Ao contrário, a ideologia dominante em nossa cultura é a do individualismo. “Mas nenhum de nós se fez sozinho, embora se tente fazer crer que a criação desta obra ou daquela ideia seja exclusivamente de fulano ou beltrano”, recorda ela.
Lia Diskin vive no Brasil desde 1972, quando fundou a Associação Palas Athena – organização sem fins lucrativos que adota a gestão compartilhada e atua nas áreas editorial, de educação, saúde, direitos humanos, meio ambiente e promoção social. Passou o ano de 1986 estudando budismo em Dharamsala, na Índia, terra dos exilados tibetanos, tendo o Dalai Lama como um de seus professores. Desde então tornou-se uma espécie de embaixadora do líder budista no Brasil, e organizou suas visitas ao país em 1992, 1999, 2006 e 2011. É também coordenadora do Comitê Paulista da Década da Cultura de Paz, da Unesco.

Conhecer-se e viver em teia

Por Assessoria de Comunicação - IDS
Profa. Lia Diskin, cofundadora da Associação Palas
Athena e coordenadora do Comitê da Cultura de Paz.

É difícil discernir o essencial, o indispensável, nos dias de hoje? Para Lia Diskin - formada em Jornalismo, estudiosa dos filósofos indianos Nagarjuna e Kamala Shila e premiada por sua contribuição na área de Direitos Humanos e Cultura de Paz pela Unesco - o primeiro passo é se conhecer. E, depois, viver em teia. "Não existe vida sem relação. Não existe vida no isolamento", diz. Valores essenciais sustentam esse emaranhado de relações, e também são sustentados pela rede.

Lia cita Gandhi, desdobrando o significado de uma de suas máximas mais célebres. "Você não pode começar pelo mundo, mas pode começar por você. Gandhi tinha essa capacidade de apontar com clareza questões relevantes, acessíveis à participação de todos. Penso que devemos resgatar essa capacidade." Leia abaixo a entrevista concedida por Lia à Inês Castilho, e saiba mais sobre a série de entrevistas, projeto realizado em parceria entre o IDS, Outras Palavras e Ideafix, neste link.


Como você percebe a participação política do cidadão brasileiro?
Muito enfraquecida, pouco envolvida, pouco comprometida. Apesar de haver uma informação crescente, talvez por causa das redes sociais, numa perspectiva mais de longo prazo não vejo uma capacidade aglutinante de fazer propostas locais, pontuais, nem de uma macroestratégia de desenvolvimento do país.