O neurocientista e autor de best-sellers Richard Davidson investigou a conexão entre o cérebro e as emoções, chegando à conclusão de que estas últimas influenciam a saúde e o bem-estar
Por Andreu Belsunces GonçalvesTradução: Elisabete Santana
Artigo publicado originalmente em espanhol no portal uruguaio El Observador
A maneira pela qual nos percebemos e pensamos, tanto em relação a nós mesmos quanto ao nosso entorno, depende de muitos fatores. Aprendemos a processar e interpretar nossos sentimentos no seio familiar, os colocamos em ação com amigos e parceiros, e vemos como as outras pessoas se sentem não apenas em nossas relações, mas também em filmes, novelas, canções ou poemas. As emoções, influenciadas por nossa visão de vida, são a linha direta entre o mundo que nos rodeia e nosso foro interno.
Tradicionalmente, a reflexão sobre as emoções tem sido fecunda em disciplinas como psicologia, sociologia ou filosofia, assim como nas artes e na literatura, mantendo-se geralmente alijada das chamadas ciências pura. De fato, incluindo a neurociência, o conjunto de disciplinas que estudam o funcionamento do sistema nervoso em busca de explicações biológicas do comportamento tem dado prioridade à forma como pensamos, acima da maneira como sentimos.